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O melhor e o pior de mim

quinta-feira, 25 de abril de 2013


photo from: http://canto-cigano.blogspot.com.br/2011/10/nem-piornem-melhoriguais-by-dany.html

Ser feliz tem seu preço?

Das coisas estúpidas que carrego comigo, uma delas é a crença de que minha felicidade tem um preço. Sou feliz a maior parte do tempo e nesses dias em que estou triste, esses dias contados já há mais de semanas quando estou longe de minha metade, eu chego a acreditar que é merecido, é minha parte de tristeza obrigatória por ano.

Mas que besteira é essa? Por que eu seria punida por ser feliz? Por que me sentiria culpada por ser mais feliz que muitos?

Só hoje.

terça-feira, 19 de março de 2013



Alta noite, longa noite essa, da sua volta para a Hungria. Estamos destinados a essas pequenas separações.

O relógio parou sem notícias suas, mas os ventos, do lado de fora da minha janela, passam tão rápidos que parecem lamentos de saudades e soam por volta da casa a te procurar, como se não soubessem que você não está. O frio instalou-se de repente e eu sei que isso vem da falta do seu abraço quente e dos seus apertões que me fazem rir com sua justificativa: “O amor às vezes dói”.

Enloucrescendo

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013



Desde sempre - talvez por minha mania com filmes românticos, letras de música melosas e poesias ou simplesmente pela natureza romântica de minha essência – fui inclinada a acreditar em destino. Coincidências e fatos secos nunca tiveram crédito em meu vocabulário, o que pode vir a me dar um título comum de sonhadora. Por algum motivo, sempre acreditei na magia da vida como explicação para tudo o que acontece e no amor, como função maior da existência humana. Que missão poderia ser maior do que aprender a amar e ser amada? Carreira? Não, nunca acreditei na carreira como parte do plano de vida e sim como instrumento para alcançar o que realmente importa. Os céticos que me perdoem, mas, como porta-voz dos sonhadores, tomo a carreira como peça de importância inferior a procura e dedicação ao grande amor. Sim, grande amor, daqueles que parecem até bobos e exagerados aos olhos desses mesmos céticos, mas que converte em um segundo, esses mesmos olhos,  ao mergulhar acidentalmente em outros com tal sentimento.

O Salto

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013



Mergulhada em afazeres e planos, o ano promete ser corrido e cheio de acontecimentos. Por consequência são esperadas algumas realizações também. São sonhos e esperanças de grandes realizações pessoais e profissionais.

Sobre o livro em si, da idéia de escrever um livro sobre o início do relacionamento, que fora bem conturbado, com meu esposo, nasceram velhos pensamentos e acontecimentos que estavam guardados embaixo de todo pó e bagunça do dia-a-dia desses anos que se passaram. A cada cena revivida, uma nova foi puxada: frases, idéias, planos e pequenos gestos, todos trazidos a tona. Desse emaranhado de coisas trazidas ao presente, foi-se esticando um enorme fio de uma história muito maior que a recordada até então. De um ano planejado para ser contado em um livro, eis que estou em duas semanas contadas em mais ou menos trezentas páginas, levando-me a um fim que me surpreendeu! Como é possível isso? Não posso contar ainda, para não estragar a surpresa da história real e íntima que venho contando. Tão íntima que vem me revelando muita coisa. Minha memória tem agido como uma melhor amiga que faz questão de contar e recontar detalhes, fazendo caras e bocas, mostrando de vários ângulos e pontos de vista, pedindo minha compreensão, minha opinião.

Terapia do amor

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012


Photo from: http://www.diariodecasal.com.br/posts/o-tempo-e-o-melhor-amigo-do-amor-e-das-relacoes-em-geral/


Num casamento, uma das coisas mais importante é saber renovar e manter a paixão entre o casal. Com o tempo, nos acostumamos com a presença daquela pessoa que nos tirava o ar e fazia tudo parecer iluminado logo que víamos. Não me entendam mal, ainda espero ansiosa o final do dia de trabalho e meu coração ainda dispara de felicidade ao ver o carro estacionando na frente da casa e se tem algo que fazemos muito bem, é isso: manter a paixão acesa. Mas é algo se deve-se lembrar de cuidar, uma florzinha delicada que precisa da luz, da chama, para despertar todos os dias.

Ser pai.

domingo, 12 de agosto de 2012



Pai, para cada um traz um significado, um sentimento, uma lembrança diferente.

Pra mim, vem com muitos significados maravilhosos, sentimentos gratificantes e lembranças únicas, com os exemplos lindos do pai que foi meu avô, dos pais que, para mim, sempre foram meus tios, do meu paizão - que arranjava tempo para brincar conosco, soltar pipa, fazer piada, ler estórias imitando a vóz dos personagens, que deu exemplos de honestidade e de que, sim, é possível vencer na vida por caminhos éticos e que sempre se derreteu com meus abraços e beijos, não conseguindo, assim, dizer não, nem quando não estava morrendo de vontade de me levar e buscar da discoteca as quatro da madrugada - e do pai que meu marido se tornou.

Alguns momentos.

sexta-feira, 22 de junho de 2012



Fim de junho, 23 e 26... Quanto a gente esperava essa data quando crianças, não é?

Ter as datas tão próximas e compartilhar a festa, nos deu a oportunidade de aprender e planejar juntos. Nós planejávamos tudo, lembra?

Ficávamos o ano inteiro pensando em que tema seria a nossa festa de aniversário e depois comunicávamos à mãe, que preparava todos os enfeites sozinha e ainda fazia bolo com cara de pato Donald e Margarida, ou qualquer outra coisa que pedíssemos... Não tínhamos idéia de quanto trabalho dava, e o quanto era especial o que ela fazia por nós, pra gente era natural tudo enfeitado no aniversário.

A máquina do tempo.

sexta-feira, 15 de junho de 2012



Comecei a escrever meu livro.

Deixei um pouco de navegar pela internet, enxerguei que escrever um livro não é uma das coisas que da pra fazer de pouquinho, e mergulhei no meu passado. Coloquei muita coisa de lado para entrar na máquina do tempo da escrita. E a viagem promete!


Esperava apenas contar minha história, mas em poucas páginas digitadas, ja percebo que além de contar, estou revendo tudo com novos olhos, como uma espectadora atônita com cada fato, como se não soubesse a continuação, sempre me surpreendendo com o que é descrito e contado. Aparecem sentimentos de dentro de mim, que eu não enxerguei da primeira vez que passei por ali, estava muito ocupada olhando para meus objetivos, e estou enxergando agora, realmente analisando cada ação e suas reações. Revivendo tudo de uma maneira diferente, reavaliando minha atitude sobre a vida. Mergulhar no meu passado promete ser uma viagem maravilhosa, cheia de aprendizados e encantamento, redescobrindo eu mesma, meus medos e meus desejos.

Um natal mágico.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal pra mim tem cheiro de pinheiro cortado na hora e frutas, ar do sítio de noite, quente, mas com brisa leve, som de grilos e música dos anos sessenta, estrelas, bagunça e vagalumes...

Toda a minha infância, toda a minha vida no Brasil foi assim. O natal era comemorado no sítio dos meus avós. Passávamos o dia com os primos na piscina, jogando volei ou futebol, os adultos cortavam um galho dos enormes pinheiros que ficavam por volta do campo de futebol e a árvore era enfeitada com muitas bolas coloridas, laços, fitas e luzes, meu avô fazia questão das luzes.

Nas reticências do amor.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Não consigo dormir, abro meus olhos e sinto sua respiração, quente e tranquila. Nunca gostei de respirar o mesmo ar que outras pessoas, quando criança costumava virar a cara quando dormia na cama com meus pais, ou meu irmão, ou primos, mas o ar que vem de você cheira algo entre chuva e manhã de primavera. Talvez seu perfume tenha sido feito especialmente para mim e por isso me embreaga e faz meu coração bater forte.

Romance barato

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Acordo naquele furacão de mil coisas a serem feitas, preparo o café pulando as roupas jogadas pelo chão, a mochila num canto, muitos pratos para lavar e aquela angústia de quem, no dia anterior, saiu logo cedo de casa com a família e só voltou a noite pra dormir, com tudo o que fez parte do antes de ontem ao seu redor... Sobe o sangue, desespero, nervoso... rápido, um gole de café enquanto vou fazendo a lista do que ainda tenho que fazer, olho para os lados num plano de limpeza interminável. Engulo o café e vou fazendo tudo ao mesmo tempo. Vou bufando e respondendo de jeito bruto, falta de organização me transforma e deixa verde, como o Hulk. Meu marido vê o desespero, me conhece, sabe que só terei paz com tudo em seu lugar, ele só terá paz assim... Então, entre uma brincadeira e outra com as crianças, ele me ajuda, recolhe coisas, estende roupas e com uma manhã de trabalho, tudo vai para seu devido lugar.


Ligue a música para continuar.


MEU Pai

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A palavra "pai" desperta muitos sentimentos diferentes de pessoa para pessoa, pois tem vários tipos de pais, os que são presentes, os que são ausentes, os rígidos, os que são amigos, os certinhos e os atrapalhados... Um pouco atrasada, vou falar do MEU. E a primeira coisa a dizer é que sei que ele não vai se importar de ler isso somente uma semana depois do dia dos pais.
Semana passada liguei pelo skype para dizer-lhe feliz dia dos pais e lhe disse assim, simples, com entusiasmo e carinho, mas simples: "Feliz dia dos pais!". Senti que não foi tudo o que eu gostaria de lhe dizer, mas sou melhor com palavras escritas do que faladas. Se eu tentasse falar sobre meu amor por ele e a gratidão que tenho por ser sua filha, eu iria chorar e não sairia muita coisa. Para completar, foi ele quem me fez uma declaração, falou que meus textos são lindos, que os emociona... para isso também não respondi muita coisa, ficou entalado na minha garganta, enroscou no nó e não saiu nada, não saiu nem o "Eu te amo", muito menos todo o resto que ficou lá dentro: meu coração que batia apressado, as lágrimas que se escondiam fazendo força para não sair, minha mão que tremia, a saudade e a vontade de abraçá-lo...
Registro aqui em palavras então, que muitas vezes o que eu demonstro é a pontinha do "iceberg" de sentimentos que se esconde em mim.
Meu pai quando eu era criança: Ele era aquele por quem eu tinha adoração, que eu vivia pendurada no pescoço, que se trancava com a gente no quarto e ficava brincando, contando estórias e nos fazendo rir muito com as vozes que fazia imitando cada personagem... No sítio da minha avó soltávamos pipa, pulávamos corda, pescávamos... Era meu pai barbudo. Eu devia ser muito pequena, porque nem lembro de meu irmão por perto quando aconteceu, mas lembro-me de ter ficado muito zangada com ele por ter cortado sua barba, não queria que ele chegasse perto de mim, queria meu pai barbudo... Crianças podem ser crueis. Lembro-me claramente da revolta por ele ter tirado a barba que eu gostava tanto... E ele tentava me convencer que ele era o mesmo, com um leve sorriso, pois estava achando engraçado eu gostar tanto da barba.
Meu pai na adolescência: Continuava sendo aquele em quem eu me pendurava no pescoço, porém com muitas brigas nos intervalos. Como pai coruja, era difícil convencê-lo de que eu precisaria ir a discoteca, paquerar, namorar... Meu gênio de adolescente já batia um pouco com o dele. Mas ele tinha toda a razão, hoje eu vejo, ele não era quadrado, ele me ajudou a chegar aqui. Eu aproveitei bem discotecas e saídas com amigas, apenas o fiz com moderação e muita bajulação para conseguir um sim... O que mais me impressiona é que ele disse "não" muitas vezes, para muitas coisas, em geral o que não tinha importância para meu futuro, mas conseguiu enxergar atravéz do meu coração quando realmente precisei de um "sim". Quando muitos pais mais liberais que o meu diriam "não", quando pedi para vir para a Hungria com um cara que conheci há um mês e muitos diziam a ele que era loucura deixar a filha ir, ele sabia, ele tinha certeza do seu sim, ele enxergou nos meus olhos e sentiu que era o certo. E era mesmo, graças a ele, eu hoje sou muito feliz e tenho a certeza que encontrei a metade que me faltava. Ele soube me guardar e cuidar, para entregar nas mãos da pessoa certa. Eu só espero enxergar através dos olhos dos meus filhos da mesma maneira, quando chegar essa hora.
Meu pai de sempre: Ele é uma pessoa justa, honesta, que preferiu muitas vezes lutar a pegar o caminho mais curto fazendo o que era errado. Nos deu exemplos de como uma pessoa deve agir e vencer sendo admirado pelas pessoas e não pisando nelas. Lutou muito na vida desde sua infância de menino pobre - que tem histórias que nos faz rir muito, mas que sei que na realidade não foram tão engraçadas - até chegar onde está hoje, respeitado e com muitos amigos. Um pai que é a imagem que olhamos quando pensamos no que seria a coisa certa para se fazer.
Meu pai, eu poderia escrever um livro sobre você, quem sabe você deva escrevê-lo, não é mesmo? Já que esse também é um dom que você tem.
Vou terminar escrevendo o que eu deveria ter dito na semana passada: Obrigada por tudo. Pela imagem de homem de bem, pelo zelo e sabedoria na hora de nos dizer "não", pelo carinho e muitos risos que nos proporcionou sempre, pelo amor que sempre deixou claro, por ser tão presente e indispensável a nossas vidas. Te amo muito e só estou aqui e feliz por você ter sido MEU PAI.
Feliz dia dos pais, mais uma vez.

Comentando a vida

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Escrevi muitas vezes sobre a força que os comentários tem sobre mim, mas creio não ter deixado tão claro a importância de cada linha que me escrevem.
Quando criei esse blog, o primeiro blog da minha vida, eu não sabia o que esperar, nem ao menos costumava ler outros blogs. Ao criá-lo, não pensei em elogios ou apoio, eu precisava de uma maneira de medir minha escrita e críticas para melhorá-la, era "o começo". Seria minha escrita realmente boa o suficiente para que alguém perdesse tempo com alguma história que eu escrevo? Na verdade não acreditei no crescimento do meu blog, achei que receberia alguns elogios da família e algumas críticas do resto do mundo, pela prepotência de achar que escrevo bem, mas que meu público ia ficar naquilo.
Logo que publiquei meus primeiros posts fui surpreendida. Eu realmente estava recebendo elogios da família, mas isso incluia pessoas que eu não via há muito tempo, pessoas que eu não tenho idéia como descobriram meu blog e que me relacionaram ao meu avô. Meu avô era um poeta e contador de estórias, entre outras milhares de coisas que fazia muito bem, como domar cavalos, por exemplo. Ele tinha uma compreensão diferente dos acontecimentos e das pessoas, a pesar de não ter escolaridade, era um sábio e sempre que falava, todos paravam para ouví-lo, pois realmente valia a pena. Jamais tive a ousadia de me comparar com ele, a não ser pelo enorme amor pela família que eu, assim como ele, tenho e preservo. Ler em comentários essa comparação foi, com certeza, um momento alto em minha vida, uma revelação de uma centelha - mesmo que muito pequena - dele que brilha em mim. Senti a presença dele em meu ser, em alguns gestos e fundamentos das minhas reflexões. Isso fez-me pensar na minha vida pelo ponto de vista dele, o que ele diria da minha história e foi aí que escrevi "Domadora de cavalos". Esse título foi inspirado nele, que tinha orgulho de dizer que foi tropeiro e domador dos melhores, batendo no peito e mostrando sua força em plenos 80 anos de idade. Homem forte que nunca se abateu e que fez exercícios até seu último dia de vida, jamais admitindo ficar doente de cama. Meu avô tinha uma sabedoria e compreensão de vida tão grandes que escolheu a hora de morrer e apagou sem dor, quando achou que era a hora, nos braços da minha avó, como ele mesmo havia previsto que seria.
Meu irmão escreveu-me o melhor parabéns da minha vida no aniversário desse ano, quando escrevi um post de aniversário para nós dois, que temos as datas muito próximas e declarar tudo o que eu deveria ter sempre dito milhares de vezes a ele, mas que o dia a dia acaba apagando da lista de  afazeres. Meus pais declararam seu orgulho por mim mais que nunca, não que eles não o fizessem sempre, mas agora recebo um carinho deles a cada semana e vê-los emocionados com minha declaração ao meu irmão e sua resposta depois foi um presente que o blog me proporcionou. Ao escrever "Eu e o monstro", meu marido me revelou uma outra parte de mim, a imagem que eu sempre quis ver no espelho e que ele enxergou tão bem com sua "lente do amor". E foram outras inúmeras revelações feitas por parentes, amigos, desconhecidos, pessoas que também escrevem e que foram entrando no meu mundo...
Os comentários foram chegando e eu me viciando com esse relacionamento contagioso de "eu abro meu coração e vocês enchem de força". Cada nova postagem, uma espera ansiosa pelo ponto de vista de quem lê e depois de cada comentário, a surpresa em descobrir que mais gente se sente como eu, uma força gigantesca para vencer meus medos e obstáculos, descobrir novas partes de mim que eu não conhecia, fazer com que eu olhe para mim mesma e queira ser uma pessoa melhor, meu cenário todo iluminado por novos refletores, vindos de outros olhos. Eu no palco, fazendo meu monólogo, mas o mais importante: Os aplausos no final, aquele público que faz com que eu sente em frente ao computador e pense sobre quem eu sou e que impacto eu quero causar ao mundo.
Meus textos talvez não tenham o poder de mudar o mundo, mas seus comentários, com certeza, melhoram o meu. Pra que lapidar-me sozinha, se tenho a ajuda do mundo?

Lente do amor.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011



Para quem não leu o meu último texto, "Eu e o monstro", falei sobre minha insegurança e de como me sinto em vários momentos na minha vida, inclusive agora. Medo do que vem pela frente e sensação de ser uma pessoa fraca.
Nunca me enxerguei como uma mulher forte, na verdade me sinto bem pequena por diversas vezes, não só pelo fato de medir 1,53m, mas também por esse sentimento de ser minúscula diante dum mundo tão grande.
Meu marido lê meus textos, sempre que pode, antes de serem colocados no blog, e ele é meu leitor mais exigente, fala o que acha que não está bom, ou se sente falta de alguma explicação. Diria que ele é um ótimo controle de qualidade.
Quando ele leu meu texto essa semana e o quanto me sinto insegura, sua reação foi diferente, ficou pensativo e por fim disse:
-Está ótimo, mas não é verdade.- Sério e direto.
Eu precisei de um segundo, balancei a cabeça e perguntei:
-Como assim não é verdade? Eu me sinto assim, descrevi cada sentimento meu! Eu sou assim.
Mas ele discordou e começou a me dizer o que ele vê, meu portifólio de grandes feitos corajosos, para o qual nunca olhei. Começou me provando que não posso ser insegura, pois em uma briga sempre me agarro ao que eu sei e acredito. - Certo, sou boa de briga, mas não quer dizer que sou segura. - Depois mostrou-me o significado de ser uma pessoa insegura. - Uma pessoa insegura não tem onde se segurar, não sabe no que acreditar e não tem opiniões próprias formadas. - E então mudou minha vida, outra vez, dizendo o que jamais ouvi e enxerguei:
 - Amor, como você pode ser insegura se quando não tínhamos nada para nos segurar, nos seguramos em nós mesmos, no que sabíamos e acreditávamos, para que pudessemos convencer outros e vencer obstáculos? Quando não sabíamos como poderíamos nos ver novamente ou quando, você estava tão segura de si, que seus pais apoiaram. Não foram outras pessoas, foi você e sua segurança que nos trouxe aqui! Você sabia o que queria, nós juntos, os filhos, a casa... Você soube a hora de ir para o Brasil tentar e estava segura na hora de voltar para a Hungria. Eu, muitas vezes me seguro em você! Você sabe melhor que ninguém onde quer chegar e chega lá.
As palavras dele me calaram. Foram vários os exemplos, mas eu estava tão confusa... Senti uma emoção diferente, vontade de chorar e orgulho de mim mesma, como se ele estivesse me apresentando a um novo "eu". Seria eu essa pessoa forte de quem ele estava falando? Eu reconhecia os fatos, mas nunca vi aquela personagem, aquela heroína que ele enxergou desde o começo. Eu precisei de tempo para pensar em mim como aquilo tudo que ele me contou. E por que eu não me enxerguei assim nunca? Por que ainda é difícil enxergar?
Engraçado que a Carolina que ele apresentou foi a que sempre sonhei em ser. Fiquei pensando se ela realmente existe dentro de mim, se está esperando o momento que eu acredite nela para tomar seu lugar no meu espelho também, onde meus olhos também seriam hábeis para ver o que os do meu marido vêem há tanto tempo. E que revelação seria ver essa Carolina gigante, em contraste com a baixinha tímida que conheço...
As pessoas acham que conhecem a si mesmas, mas vem um olhar de fora, uma lente diferente, que vê além do que elas mesmas sentem, por baixo de roupas, pele, sentimentos e frustrações, a alma pura de como deveria ser se não estivessem ali os medos e todo o lixo que elas vão acumulando durante a vida, tudo de mal que falam delas e que acabam acreditando...
Pessoas de muita sorte as que tem um raio X como o meu, uma lente do amor, para levantá-las nos momentos de fraquezas e mostrar-lhes uma imagem revolucionária, alguém que nem elas e nem outros no mundo acreditariam que existe. Alguém que mostra o tipo de pessoa que você pode ser, se buscar aquilo que ele enxerga no fundo do seu lago turvo. Um ídolo de você mesma para seguir.
Obrigada amor, por enxergar minha alma. Em VOCÊ é que me seguro, minha fonte de força. E se sou tudo isso o que você vê, é possível somente por um motivo, por estar ao seu lado e ter, como força, o seu amor. Você me dá motivos para lutar e, com sua lente mágica, me mostra o tipo de pessoa que posso ser.

Era ela... Era quase ela...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Era ela... Era quase ela...
Com seu cabelinho branco, levemente acinzentado, já com o permanente mais soltinho, uma saia pelo joelho, da mesma cor bege - a saia de sair - e o casaquinho branco, com camisa branca por baixo... Era minha avó, com um detalhe que na hora foi esquecido, minha avó já não vive e eu estou na Hungria, no centro de Pécs...

Para escrever sobre amor...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Para escrever sobre amor, para escrever sobre sentimento, vida, sonhos, felicidade, realidade, preciso escrever sobre você, a pessoa que me ensinou o sentido dessas palavras e mais uma série de outras também. Poderia escrever um dicionário de você, com vários verbos, substantivos e adjetivos que tenham apenas um significado: Zsombor(pronuncia-se Jombor).

Obra prima da lembrança.

sexta-feira, 25 de março de 2011

   Semana passada fizemos uma viagem de quatro dias, eu, Zsombor e os meninos.
   Aproveitei esse tempo para gravar algumas imagens em minhas lembranças. Tenho essa mania, sempre que posso, principalmente com relação aos meninos, tento gravar coisas pra mim mesma. Não são coisas que se possa gravar com uma câmera, gosto de enxergar as peculiaridades de cada um, gravar o cheiro e a sensação do momento, colocar tudo em uma caixinha pra poder pegar em outra ocasião e olhar novamente, como uma foto 3D, que além das imagens, mostram-me sentimentos.
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