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Coração de serpentina

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Que saudades do carnaval, seu barulho ensurdecedor e alegria contagiante… Aqui na Hungria nada acontece nesses dias, no máximo uma festinha na escolinha para as crianças, mas tudo funciona normalmente. Como pode tudo funcionar normalmente? É carnaval e meu coração brasileiro não vê isso como algo normal...
Sempre tive um carinho especial por essa data mágica, brilhante, colorida, cheia de música e gargalhadas. Eram assim meus carnavais.
Desde pequena mostraram-me esses dias com muito encanto. Minha mãe e minhas tias passavam meses bordando fantasias, especialmente inventadas para nós, os primos inseparáveis. Dançarinas, bailarinas, odaliscas, eram sempre fantasias que nos faziam ansiar cada momento até poder vestí-las, afinal, vestir-se de brilhos e plumas é algo que faz qualquer menininha morrer de encanto… Acompanhávamos cada lantejola que era colocada em seu lugar e fazíamos os planos de como seriam aqueles 2 dias maravilhosos de brincadeira e serpentina na matinê do clube.

Uma xícara de Brasil, por favor?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012


Depois de 11 anos morando fora do Brasil, acostumei-me com as saudades e sei lidar bem com ela, aceitei como parte de minha escolha. Porém, de tempos em tempos a saudade avisa-me como um despertador íntimo, que o tempo sem minha terra, sem minha família e amigos, já é demais...

Um natal mágico.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal pra mim tem cheiro de pinheiro cortado na hora e frutas, ar do sítio de noite, quente, mas com brisa leve, som de grilos e música dos anos sessenta, estrelas, bagunça e vagalumes...

Toda a minha infância, toda a minha vida no Brasil foi assim. O natal era comemorado no sítio dos meus avós. Passávamos o dia com os primos na piscina, jogando volei ou futebol, os adultos cortavam um galho dos enormes pinheiros que ficavam por volta do campo de futebol e a árvore era enfeitada com muitas bolas coloridas, laços, fitas e luzes, meu avô fazia questão das luzes.

A vida num filme

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Sol vai caindo no horizonte. Daqui do parque, no meio das montanhas, eu só vejo sua luz extremamente amarela, banhando toda paisagem de dourado, tornando visíveis teias de aranhas e pequenos flocos de poeira, que pairam sorrateiros pelo ar. As árvores brilham, disfarçando seus galhos e troncos opacos e do escorregador eu só vejo a silhueta escura. A paisagem lembra algum filme de fantasia, onde vivem duendes e animais mágicos, como um unicórnio, que combinaria muito aqui se saísse do meio da floresta que beira o parque. A Hungria e seu ar de magia, que de tempos em tempos nos remetem a tempos antigos, nos traz pessoas queridas, nos leva a lugares mágicos... Será que todos enxergam isso? Será que alguém, além de mim, olha além da paisagem concreta e viaja no tempo?

Férias nos Alpes Austríacos.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Depois de uma despedida e um ou dois dias abaixo da média da minha boa vontade, aparece minha salvação: Uma viagem em família!
Decidimos ir até os alpes austríacos, numa viagem que fizemos há 2 anos e gostamos muito.

Nuvem de silêncio.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um silêncio ensurdecedor se apodera da casa, nada de risadas altas, nem musiquinhas para crianças, piadas ou planos para o dia. Tudo parado. Minha família sai pela porta e esse marasmo toma conta da nossa casa, vai entrando e se empreguinando em tudo, lentamente,  esgueirando-se pelos cômodos, deixando o ar pesado, tudo lento... Sinto-me lenta e sem energia, sem vontade. Vazia. O coração batendo num misto de saudades e vontade de chorar.

Obra prima da lembrança.

sexta-feira, 25 de março de 2011

   Semana passada fizemos uma viagem de quatro dias, eu, Zsombor e os meninos.
   Aproveitei esse tempo para gravar algumas imagens em minhas lembranças. Tenho essa mania, sempre que posso, principalmente com relação aos meninos, tento gravar coisas pra mim mesma. Não são coisas que se possa gravar com uma câmera, gosto de enxergar as peculiaridades de cada um, gravar o cheiro e a sensação do momento, colocar tudo em uma caixinha pra poder pegar em outra ocasião e olhar novamente, como uma foto 3D, que além das imagens, mostram-me sentimentos.
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