Domadora de cavalos.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Em algum momento da minha vida eu peguei as rédias do meu cavalo, que já acostumado a correr solto sem nenhuma direção, estranhou, empinou com uma sucessão de fatos novos e começou seu trote ainda arisco, mas para o lado que eu indicava.
Eu costumava achar que eu era a pessoa mais patética da face da terra. Quando criança tinha vergonha de tudo e era aquela única criança da classe que nunca se mexia do lugar, não falava muito, enfim, o sonho das professoras... o meu pesadelo...

O cahorrinho da páscoa.

domingo, 1 de maio de 2011

Chegou a páscoa, tudo organizado. Meu marido, Zsombor, conversou com um amigo que cria coelhos sobre deixar um coelhinho passar o dia de páscoa conosco e as crianças já estavam ansiosas, sendo que o coelho havia deixado um recado que onde as crianças fossem boazinhas ele passaria o dia... O que a gente não faz para ver um sorrisinho deles?

Abrindo o livro

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Todos nós temos histórias a serem contadas.
Certas pessoas precisam desesperadamente ligar para a melhor amiga e contar como foi o encontro com aquele cara incrível que acabara de conhecer, detalhe por detalhe - esse tema pode levar horas, talvez mais tempo do que se a amiga visse em tempo real - com direito a flashbacks e cenas em camera lenta, sendo muito importante descrever cada sorriso e posição exata do ângulo da boca e dos olhos... Outras contam aos filhos, ou netos, sobre os heróis da família, alguns usam a imaginação criando contos maravilhosos que nos fazem sonhar... Todos nós guardamos algo para ser dividido.

Por que eu escrevo?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Por que eu escrevo?

Qual o sentido de tudo isso, essa exposição de sentimentos e nudismo da alma, a transparência e o desprovimento de segredos, que me deixam a mira de todos os olhos, de braços abertos para levar um tiro de uma crítica negativa? Eu abaixo toda a minha guarda e me escancaro ao mundo a troco de quê?

Blogagem coletiva: Amamentação (Hungria)

terça-feira, 19 de abril de 2011

A amamentação é um momento muito íntimo entre a mãe e o bebê, por isso por cada mãe é vivido de uma maneira diferente. Cada mãe tem um motivo por amamentar ou não e a única certeza é que todas tomam a decisão com base no grande amor que sentem pelo seu bebê. Toda decisão vinda do coração é uma decisão certa. As emoções e momentos que vou descrever são exclusivamente meus, podendo coincidir ou divergir de outros.
Para mim a amamentação foi um momento esperado com grande ansiedade, eu desde o começo da gravidez sonhava em alimentar meu nenê e já tinha milhares de expectativas.
Assim que meu primeiro filho, Zsombor, nasceu não pude logo colocá-lo no peito, como em um dos meus planos. Eu planejava tê-lo de parto natural e logo depois colocá-lo no peito, mas deu uma cesária - sou pequena e por isso ele não conseguiria vir naturalmente - e não o peguei no colo até o dia seguinte.- Aqui na Hungria eles dão grande importância ao parto natural e é possível tentar amamentar logo depois do parto.- Fui para um quarto de observação, longe do berçário, - na época ainda era ssim, hoje em dia o período de observação é na própria ala de maternidade - só podendo ver meu bebê 2 vezes  durante o dia todo e na visita breve de 15 minutos, que mais me pareceu 1, de tão rápido, ele não pegou meu peito. Fiquei muito decepcionada e sem saber o que faria com todas aquelas expectativas vivas em mim...

O momento perfeito.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Quando pensei em recomeçar a escrever o livro que deixei de lado há tantos anos, logo veio à minha cabeça a correria do dia-a-dia, meu tempo com as crianças, com meu marido, os textos do blog e mais um turbilhão de coisas girando sem deixar espaço, ou chance de sair sem ser atirada longe.
Há anos comecei um livro sobre mim e os meus sonhos deixando de ser apenas sonhos para se tornarem realidade. Mas naquela época eu não parava para escrever e depois de um tempo o abandonei completamente. Eu não tinha tempo porque ainda estava desenvolvendo minha história, ainda estava lutando pelo famoso "final feliz". Era saudade dos pais e família, adaptação a uma nova cultura, uma língua terrivelmente difícil para aprender, vistos que duravam todo o verão para serem feitos, com a ameaça terrorista implícita de nos separar, muitos pesadelos e obstáculos... ainda tinha que prestar muita atenção no desenrolar de tudo o que acontecia. Como poderia eu criar um livro enquanto passavam cenas decisivas dele?

A escolha.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

                Viver em outro país é uma experiência extremamente fascinante para uns, ou incrivelmente triste para outros. Mas ser feliz ou triste, na minha opinião, é uma questão de escolha.
                Eu escolhi ser feliz e encarei, desde o começo, tudo como se fossem todos os meus sonhos se realizando, decidi ver sempre um "copo meio cheio" à minha frente e enxergar todas as belezas do país que viria a ser minha nova casa.
                Maravilhei cada novidade daqui, a temperatura maluca, que sobe e desce, a neve, as flores, o calor seco e verde da vegetação do verão, a volta do frio repentino com tons de vermelho, amarelo, marrom e roxo, que passaram a ser minhas cores preferidas, desde que vi o outono colorido... a culinária, tendo como seu tempero básico a páprica, pimenta e o bacon, tudo com um gosto característico de Hungria, até mesmo um prato tão universal como a pizza se torna mais húngara... a calma das ruas durante o dia, o alvoroço da noite, já que moro em numa cidade cheia de universitários e perto do centro, as festas vão de segunda a segunda... o jeito reservado do húngaro, que fica tão aberto quando bebe, com direito a declaração de amor e abraços- bom, isso talvez seja universal entre os homens- sua receptividade com relação a mim... Poderia encher páginas e mais páginas de coisas que amo aqui, mas isso são meus olhos e minha decisão de ser feliz.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...