Sonhos não morrem, adormecem...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Photo from deviantart.com

Durante minha estadia no Brasil, despertei um sonho...

Num dos churrascos de domingo, onde toda a família se reúne, um dos meus primos, Rique, comentou sobre o show que estava para acontecer durante o mês de abril, um show do Skid Row.

Passaram-se então, 2 meses de Brasil...

sexta-feira, 18 de maio de 2012


Viagem ao Brasil
Uma longa viagem de ida, mais de 30 horas de casa a casa, sem o marido, que ficou trabalhando (alguém tem que ganhar dinheiro nessa casa, como ele mesmo diz) passando por conexão em aeroporto, com direito a adquirir uma virose (eu e o meu menorzinho) e passar com ânsia de vômito o vôo de 11 horas... Chegamos vivos, o que é mais importante.

Minha mãe-amiga

domingo, 13 de maio de 2012


Desde criança sempre vi minha mãe como uma heroína. Ela era a mais inteligente, a mais legal, a mais linda, claro... Era MINHA mãe...
Lembro-me do primeiro dia no prézinho, eu devia ter uns 3 ou 4 anos, eu queria ir para escolinha, queria aprender e brincar com outras crianças, mas lembro-me claramente de olhar por volta e constatar que não existia ninguém tão linda e tão legal quanto minha mãe, então como poderia eu sobreviver ali? 
Apesar desse pansamento, acostumei-me rápido e no primeiro dia ja aceitei como fato, que igual a minha mãe eu não encontraria mesmo, então, bola pra frente! 
Minha mãe, no entanto, não se convenceu de que eu estaria tranquila no primeiro dia e ficou espiando de fora, enquanto eu brincava. Quando a vi ali, a única mãe que permanecia, mais que rápido a mandei embora pra casa: -Você está vendo mais alguma mãe aqui? - argumentei com ela. E ela, com um sorriso de tranquilidade, vendo que eu estava confiante, foi para casa, também confiante. 

Sussurros do mar

segunda-feira, 19 de março de 2012

foto via: http://www.public-domain-photos.com 

“As ondas são anjos que vivem no mar” sempre me lembro desse poema quando chego à praia... E Álvares de Azevedo estava certo. São anjos a sussurrar, com seus braços de ondas a envolver, abraçar, puxar para mais perto, para dentro de sua imensidão. 
Seus sussurros trazem-me saudade. Saudade de tudo e de nada ao mesmo tempo, saudade da infância, brincadeiras na praia com os primos, férias e despreocupação infantil, saudade de quem está longe, saudade da minha metade, de minhas outras terras...

Coração de serpentina

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Que saudades do carnaval, seu barulho ensurdecedor e alegria contagiante… Aqui na Hungria nada acontece nesses dias, no máximo uma festinha na escolinha para as crianças, mas tudo funciona normalmente. Como pode tudo funcionar normalmente? É carnaval e meu coração brasileiro não vê isso como algo normal...
Sempre tive um carinho especial por essa data mágica, brilhante, colorida, cheia de música e gargalhadas. Eram assim meus carnavais.
Desde pequena mostraram-me esses dias com muito encanto. Minha mãe e minhas tias passavam meses bordando fantasias, especialmente inventadas para nós, os primos inseparáveis. Dançarinas, bailarinas, odaliscas, eram sempre fantasias que nos faziam ansiar cada momento até poder vestí-las, afinal, vestir-se de brilhos e plumas é algo que faz qualquer menininha morrer de encanto… Acompanhávamos cada lantejola que era colocada em seu lugar e fazíamos os planos de como seriam aqueles 2 dias maravilhosos de brincadeira e serpentina na matinê do clube.

Brilho de cristais

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Uma coisa que todo brasileiro quer ver um dia é a neve, pelo menos creio que a maioria de nós sonhe em ver de perto, sentir sua consistência, sua temperatura...
Da primeira vez que visitei a Hungria, não consegui presenciar a neve caindo, embora tenha ficado até dezembro. Naquele ano a neve se recusou a mostrar-se para mim, talvez ela já soubesse que eu teria que voltar e que minha vontade de vê-la aumentaria, então guardou-se em suspense para me impressionar.
Um ano depois, com minha volta definitiva, partida do princípio que não poderia viver sem minha metade, meu então namorado Zsombor, ela decidiu mostrar-se toda vestida de sonho e fantasia.

Sonhando em vóz alta

sábado, 4 de fevereiro de 2012


Alguns sonhos só precisam ser ditos em vóz alta.
Há muito tempo que se esconde no coração uma vontade, algo que só você sabe que quer muito, que precisa. Essa vontade passa a todo minuto pela sua cabeça e em planos, vistos de mil ângulos, revela-se impossível. Porém esse é um dos maiores disfarces de um sonho, parecer impossível. É isso o que os sonhos fazem, escondem-se aos olhos dos céticos, fantasiam-se de absurdo e loucura.
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