Meu avô Noé faz 99 anos nessa semana.
Ele sempre disse que chegaria aos 100. Faleceu da
maneira mais calma e bonita que se pode imaginar aos 88: no seu sítio, nos
braços da sua amada Encarnação, minha avó.
O vô Noé era uma pessoa de muita paz de
espírito, conseguia controlar seu corpo e sua mente de maneira extraordinária.
Foi ele quem escolheu a hora e a maneira de partir desse plano, eu tenho
certeza. No último final de semana junto a ele, na despedida, fui duas vezes
lhe dar um beijo, não sei por quê, e ele sorriu olhando-me nos olhos:
-Tchau fia! – foi diferente.




