Mais uma vez chega a hora da despedida...
Coração apertado, choro preso (já é bem difícil pras crianças com nossos
sorrisos, imagina se soltamos as lágrimas!), um sentimento de vazio de quem vai
se afastando de um pedacinho de si. As crianças pediram para que a vovó ficasse
e disseram mil vezes “Eu te amo”, no último beijo. Perguntaram quando é que nós
vamos ao Brasil e ainda não pudemos dar uma data certa (faz dois anos que não
vamos)...
Esse momento é inevitável para quem mora em um
continente diferente de onde nasceu.
Adoro minha vida e adoro a Hungria, mas a
família estar longe sempre será motivo de vazio. Nessa hora, para poder ser
feliz com as próprias escolhas, é preciso enxergar o lado bom e enumerar as
vantagens, mesmo com o peito doendo. Ser grata pelo que tenho e não reclamar
pelo que não posso ter. Eu escolhi ser feliz e preciso organizar minha mente
nesse sentido.
Foram dias maravilhosos na presença da minha
mãe, que sempre foi minha melhor amiga. Passeamos, conversamos, fizemos
comprinhas juntas, nos embelezamos e tomamos muito café. Rimos e até discutimos
um pouquinho, só pra não ficar nada de fora mesmo...
Fiquei pensando na minha vida, longe da família
e em como seria se morasse pertinho. É claro que conversaríamos e seríamos
presentes, não duvido disso, afinal, minha família toda é presente, se
encontram todas as semanas e estão sempre sabendo dos passos de todos em nosso
meio. Mas será que eu teria tanta foto passeando com a minha mãe? Será que
teríamos tempo para assistir nossos filmes preferidos pela milésima vez e que
ela dormiria durante um mês inteiro com meus filhos? Será que compraríamos
tantos presentes e agradeceríamos tanto a presença uma da outra? Será que
saberíamos o valor e falaríamos disso?
Sinto que, em recompensa por não tê-la o tempo
todo, tenho mais intensamente durante um pequeno período. Além disso, nos
falamos todos os dias pela internet e conto cada detalhe da minha vida, sei cada
detalhe da vida dos meus pais. Convivemos de certa maneira, graças à maravilha
da internet!
A saudade é grande, é claro. Não teria
escolhido viver sem meus pais se não fosse preciso, mas isso não quer dizer que
não exista um lado bom nisso tudo.
Meu pai não pode vir dessa vez e foi uma falta
imensa, mas meus filhos ganharam o costume de mandar um “Boa noite” todos os
dias, com beijos e abraços e muito “eu te amo” para o vovô. A distância nos
ensinou que é preciso dizer!
O ideal seria tê-los perto e lembrar de
aproveitar toda presença, de dizer e abraçar de se emocionar com cada abraço...
Não sei se eu saberia disso se não fosse essa minha companheira saudade...
Porém, quem está lendo deve saber agora. Você
mora perto de sua família? Tem a sorte de conciliar sua vida atual com todos
que sempre te amaram? Então aproveita! Vai dar um beijo no seu pai, curtir um
filme com seu irmão, sair com sua prima para dar muita risada e dizer o quanto
você ama a sua mãe! Compartilhe suas conquistas com eles e encontre-os sempre
que for possível. Se eu posso tirar uma horinha todos os dias no Skype, poderia
fazê-lo melhor ainda se fosse ao vivo!
Não se pode ter tudo, mas temos que dar valor
ao que temos. Sou grata por poder enxergar e dizer, aproveitar intensamente,
sempre que posso.
Amo minha vida e amo minha família, toda ela.
Que bom ter tanto para ter saudade!
Miriam · 522 semanas atrás
carolszab 55p · 522 semanas atrás
Agora os beijinhos deles vão por whatsapp. :)
Te amo!
Beijos!
Dirceu · 522 semanas atrás
carolszab 55p · 522 semanas atrás
Continuamos esperando mais um pouco por te ver ao vivo, mas sempre com você nos nossos corações, como vc mesmo disse.
Te amo!
Beijão!
Gisleine Korosi · 522 semanas atrás
carolszab 55p · 522 semanas atrás
Tenham uma boa viagem!
Beijinhos!
Janei Zytkiewies · 438 semanas atrás
carolszab 55p · 438 semanas atrás