Eu e minhas escolhas...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Peguei-me pensando sobre minhas escolhas, eu sempre escolho algo que precisa de explicação e sofre alguma incompreensão. Por quê? Eu insisto em desafiar e ouvir comentários desagradáveis. Não seria mais fácil seguir o fluxo e contar que trabalho em tal lugar e ganho tanto, recebendo de volta uma afirmação com a cabeça?
Acreditem, essas escolhas são geralmente as que nunca me causam arrependimento. Porém, o que tenho que ouvir por causa delas...

O circo que caiu...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Na sexta-feria passada fomos ao circo porque tínhamos ganhado descontos. O circo era simples, pequeno, não demos muito crédito a ele antes de entrar, porém sua lona não parecia muito velha, estava arumadinha, o picadeiro era como um palco, um pouco mais alto e também pequeno. Nós sentamos em cadeiras, dessas de plástico branco. Sabia que o tamanho do circo não importava pras crianças e que iriam gostar de qualquer "showzinho" que mostrassem.

A vida num filme

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Sol vai caindo no horizonte. Daqui do parque, no meio das montanhas, eu só vejo sua luz extremamente amarela, banhando toda paisagem de dourado, tornando visíveis teias de aranhas e pequenos flocos de poeira, que pairam sorrateiros pelo ar. As árvores brilham, disfarçando seus galhos e troncos opacos e do escorregador eu só vejo a silhueta escura. A paisagem lembra algum filme de fantasia, onde vivem duendes e animais mágicos, como um unicórnio, que combinaria muito aqui se saísse do meio da floresta que beira o parque. A Hungria e seu ar de magia, que de tempos em tempos nos remetem a tempos antigos, nos traz pessoas queridas, nos leva a lugares mágicos... Será que todos enxergam isso? Será que alguém, além de mim, olha além da paisagem concreta e viaja no tempo?

Apenas um carinho.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Hoje acordei com todos os problemas: dor de estômago, mal estar, dor de cabeça(tem coisa pior que abrir os olhos de manhã já com dor de cabeça?). Meus dois filhos vieram imediatamente pedir seu café da manhã, que fiz com grande sacrifício, pois minha vontade era ficar encolhidinha na cama, sem me mexer até tudo passar...
Odeio remédios! Creio ter puxado isso do meu avô, que também só tomava algo quando não tinha jeito mesmo, ele batia no peito e dizia:
 - Tô bom! Não precisa de remédio, me faz uma água com limão que isso passa...- Meu avô resolvia tudo com água com limão.

Os borrões do tempo.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ontem, ao anoitecer, andamos um pouco pela cidade, havia uma brisa fresca e passamos por uma rua estreita, antiga, feita de paralelepípedos escuros, a imagem da Europa dos filmes antigos e românticos... Parei e fiquei ali olhando um pouquinho, pensando, sentindo a brisa no rosto e o cheiro da noite. Adoro passar por ruas assim! Da um tipo de saudade de algo que não vive - ou talvez tenha vivido em outra vida, daí o motivo da saudade - mas que me traz muita tranquilidade. Passar por lugares assim me faz pensar num mundo bem mais lento, onde as pessoas andavam, não corriam, onde os detalhes eram importantes, e isso a gente percebe nas casas com estatuetas e enfeites por volta de todas as janelas, uma verdadeira obra de arte. Uma casa, até das mais simples, tinha detalhes e cuidados quando feita, tinha bases fortes e paredes muito largas, eram pensadas para durar para sempre, resistir guerras e gerações. Se essa saudade vem de uma outra vida, eu devia ter gostado muito de vivê-la, pois esse sentimento de tranquilidade me invade ao passar num lugar assim.
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