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Mas eu gosto!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Budapeste se veste de outono. Coloca sua roupa amarelada, para dançar com o vento do Danúbio, que passa em azul, para dar uma pincelada de céu, nas cores de sol. “Budapeste é amarela!”, já afirmava Chico, no seu livro. Provavelmente, era outono.

Acorda Hungria!

terça-feira, 24 de julho de 2012




E enquanto o barco segue em frente no Danúbio, os húngaros seguem olhando para trás...

Amo a Hungria e adoro os húngaros, antes de mais nada, para deixar bem claro, mas as vezes eles  são criaturas bem estranhas e me deixam louca... Esse texto é apenas um desabafo e eu o fiz justamente porque sinto-me parte da Hungria, já tenho essa terra em tanta estima que começo a me revoltar e ficar indignada com certas atitudes.

Sussurros do mar

segunda-feira, 19 de março de 2012

foto via: http://www.public-domain-photos.com 

“As ondas são anjos que vivem no mar” sempre me lembro desse poema quando chego à praia... E Álvares de Azevedo estava certo. São anjos a sussurrar, com seus braços de ondas a envolver, abraçar, puxar para mais perto, para dentro de sua imensidão. 
Seus sussurros trazem-me saudade. Saudade de tudo e de nada ao mesmo tempo, saudade da infância, brincadeiras na praia com os primos, férias e despreocupação infantil, saudade de quem está longe, saudade da minha metade, de minhas outras terras...

Brilho de cristais

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Uma coisa que todo brasileiro quer ver um dia é a neve, pelo menos creio que a maioria de nós sonhe em ver de perto, sentir sua consistência, sua temperatura...
Da primeira vez que visitei a Hungria, não consegui presenciar a neve caindo, embora tenha ficado até dezembro. Naquele ano a neve se recusou a mostrar-se para mim, talvez ela já soubesse que eu teria que voltar e que minha vontade de vê-la aumentaria, então guardou-se em suspense para me impressionar.
Um ano depois, com minha volta definitiva, partida do princípio que não poderia viver sem minha metade, meu então namorado Zsombor, ela decidiu mostrar-se toda vestida de sonho e fantasia.

A vida num filme

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Sol vai caindo no horizonte. Daqui do parque, no meio das montanhas, eu só vejo sua luz extremamente amarela, banhando toda paisagem de dourado, tornando visíveis teias de aranhas e pequenos flocos de poeira, que pairam sorrateiros pelo ar. As árvores brilham, disfarçando seus galhos e troncos opacos e do escorregador eu só vejo a silhueta escura. A paisagem lembra algum filme de fantasia, onde vivem duendes e animais mágicos, como um unicórnio, que combinaria muito aqui se saísse do meio da floresta que beira o parque. A Hungria e seu ar de magia, que de tempos em tempos nos remetem a tempos antigos, nos traz pessoas queridas, nos leva a lugares mágicos... Será que todos enxergam isso? Será que alguém, além de mim, olha além da paisagem concreta e viaja no tempo?