Budapeste
se veste de outono. Coloca sua roupa amarelada, para dançar com o vento do
Danúbio, que passa em azul, para dar uma pincelada de céu, nas cores de sol. “Budapeste
é amarela!”, já afirmava Chico, no seu livro. Provavelmente, era outono.
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Acorda Hungria!
terça-feira, 24 de julho de 2012
Postado por Carol Szabadkai
E enquanto
o barco segue em frente no Danúbio, os húngaros seguem olhando para trás...
Amo a
Hungria e adoro os húngaros, antes de mais nada, para deixar bem claro, mas as
vezes eles são criaturas bem estranhas e
me deixam louca... Esse texto é apenas um desabafo e eu o fiz justamente porque
sinto-me parte da Hungria, já tenho essa terra em tanta estima que começo a me
revoltar e ficar indignada com certas atitudes.
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Sussurros do mar
segunda-feira, 19 de março de 2012
Postado por Carol Szabadkai![]() |
| foto via: http://www.public-domain-photos.com |
“As ondas são anjos que vivem no mar” sempre me lembro desse poema quando chego à praia... E Álvares de Azevedo estava certo. São anjos a sussurrar, com seus braços de ondas a envolver, abraçar, puxar para mais perto, para dentro de sua imensidão.
Seus sussurros trazem-me saudade. Saudade de tudo e de nada ao mesmo tempo, saudade da infância, brincadeiras na praia com os primos, férias e despreocupação infantil, saudade de quem está longe, saudade da minha metade, de minhas outras terras...
Brilho de cristais
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Postado por Carol SzabadkaiUma coisa que todo brasileiro quer ver um dia é a neve, pelo menos creio que a maioria de nós sonhe em ver de perto, sentir sua consistência, sua temperatura...
Da primeira vez que visitei a Hungria, não consegui presenciar a neve caindo, embora tenha ficado até dezembro. Naquele ano a neve se recusou a mostrar-se para mim, talvez ela já soubesse que eu teria que voltar e que minha vontade de vê-la aumentaria, então guardou-se em suspense para me impressionar.
Um ano depois, com minha volta definitiva, partida do princípio que não poderia viver sem minha metade, meu então namorado Zsombor, ela decidiu mostrar-se toda vestida de sonho e fantasia.
A vida num filme
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Postado por Carol SzabadkaiO Sol vai caindo no horizonte. Daqui do parque, no meio das montanhas, eu só vejo sua luz extremamente amarela, banhando toda paisagem de dourado, tornando visíveis teias de aranhas e pequenos flocos de poeira, que pairam sorrateiros pelo ar. As árvores brilham, disfarçando seus galhos e troncos opacos e do escorregador eu só vejo a silhueta escura. A paisagem lembra algum filme de fantasia, onde vivem duendes e animais mágicos, como um unicórnio, que combinaria muito aqui se saísse do meio da floresta que beira o parque. A Hungria e seu ar de magia, que de tempos em tempos nos remetem a tempos antigos, nos traz pessoas queridas, nos leva a lugares mágicos... Será que todos enxergam isso? Será que alguém, além de mim, olha além da paisagem concreta e viaja no tempo?
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