Mostrando postagens com marcador reflexão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reflexão. Mostrar todas as postagens

Já se sentia assim

terça-feira, 30 de junho de 2020


“Ela queria estar feliz e já se sentia assim.” Diz o livro “A Abadia de Northanger”, de Jane Austen, ao descrever a chegada de sua personagem principal, Catherine, ao seu destino.


Não dessa vez...

quinta-feira, 2 de abril de 2020


 

De repente, como num filme de ficção científica, passamos a viver a realidade de uma pandemia, suas restrições e seus rastros, suas sombras...

Voando alto

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020



A contagem regressiva para o final do ano; a expectativa de um recomeço... Por que isso importa? Por que não fechar ou começar algo a qualquer momento? Qual a necessidade de esperar aquela data durante dias ou até meses? O que um novo número traz de real, palpável?

Se eu tivesse mais alma...

terça-feira, 1 de outubro de 2019



Pegamos uma gripe daquelas!

As crianças não costumam ficar doentes, são fortes e passam anos sem faltar uma vez na escola por adoecerem, porém, na sexta-feira retrasada, Zsombi ficou em casa, quase com uma febre - o que pra ele é um indicativo de que o vírus foi forte. Não demorou muito para que Zsombor sentisse uma dor de garganta, devidamente ignorada, emendando com uma festa ao relento, comendo “pörkölt” apimentado, em volta da fogueira na casa do Matyi.

Resultado: uma semana de gripe para nós dois.

Carta para uma adolescente

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018



Querida Carol adolescente,

        Aqui quem te escreve é você mesma, aos 40 anos. Você deve ter me imaginado velha nesse momento, pois nem completou a metade disso ainda, mas posso te garantir que os anos mais felizes da sua vida estão por vir e você se sentirá tão bem aos 40, que não terá o desejo de ser mais nova. Na verdade, você está agora no período mais confuso e difícil da sua vida e é por esse motivo que te escrevo hoje.
        
        Você tem uma vida feliz, com uma família maravilhosa, sem reais problemas financeiros, e tem amigos que irão permanecer até os dias de hoje. Tem pouco do que reclamar, em geral, mas sofre... sofre como todo adolescente.

A russa

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

 

 
Tenho o costume de me imaginar no lugar de outras pessoas, principalmente em situações peculiares, quando alguém me chama a atenção, e esse exercício muitas vezes acaba virando uma reflexão, ainda mais quando a pessoa em questão tem algo de muito comum comigo.

A coleção

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

 
Morar longe do lugar em que crescemos, viver fora do país onde nascemos, implica em muitas surpresas com a maneira que pensamos e usamos as lembranças. Para a sobrevivência, é necessário que se enxergue o melhor em cada detalhe, é imprescindível que o lado positivo seja tirado, nem que forçadamente, uma lasquinha...

O melhor lugar no mundo

quarta-feira, 4 de outubro de 2017



Cada um tem uma visão diferente sobre o que é um lugar bom para se viver e desde que me mudei para a Hungria, ouço muito sobre ser uma pessoa de sorte. Não nego, amo esse país, mas o mais engraçado é que ouço dos húngaros justamente o contrário: - Sério que você deixou o BRASIL pra morar aqui?

Para capturar a felicidade

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

 
 
Adquiri essa “mania” de buscar a felicidade. Na verdade, em grande parte, creio que ela se encontre no costume de aceita-la, sabe-la, enxerga-la no cotidiano. No entanto, passamos períodos onde ela se encontra encoberta, principalmente quando esse céu cinza e insistente resolve pairar por nossas cabeças durante muito tempo. O final do inverno é quase um final de maratona. Os dias frios são suportados com dificuldade e ansiedade para que chegue a primavera. Uma brasileira otimista, como eu, pode ter mais trabalho nessa época do ano e a inspiração, juntamente com a energia, encontram-se lá com o sol, acenando de longe, as vezes aparecem, mas não esquentam de verdade... É preciso de algo mais para atraí-las.

Os dilemas de Hunor

quarta-feira, 21 de outubro de 2015


 
Hunor, meu filho caçula, é puro sentimento. As pessoas vivem dizendo que ele tem alma de artista. Ele tem muito interesse por música, teatro, filmes, dança... e vive a sonhar.

Rotinas

terça-feira, 9 de junho de 2015

 
Não suporto rotinas e tenho sérios problemas com a mesmice.

Não é fácil manter uma vida de mãe-esposa-dona de casa-escritora-blogueira sem uma rotina para desenvolver todos meus papéis de maneira eficiente, mas por mais que eu lute com o fato, a rotina não me cai bem.

Era uma vez...

quinta-feira, 9 de outubro de 2014




Era uma vez uma menina que sonhava escrever histórias encantadas.
Quando bem pequena, antes do tempo, queria saber escrever, vivia pedindo para copiar palavras que sua mãe escrevia num pedaço de papel ou pegava um livro e tentava copiá-lo. Depois de alfabetizada, sonhou com uma máquina de escrever, pois as histórias em quadrinho que fazia, ficariam mais bonitas com escritas de máquina. Certo dia, ela ganhou a máquina de natal, pois ainda acreditava em Papai Noel.

Janela indiscreta

http://curtacronicas.com/2014/09/29/janela-indiscreta/
 
Escrevo muito sobre mim, desdobro-me em verbos e coloco à mesa todos os meus
sentimentos, minhas experiências, minhas opiniões.
 
Esses dias, conversava com uma amiga sobre o meu livro, Grãos de Areia, que está prestes
a ser lançado, depois de tanto tempo e trabalho. O livro conta a história do início do meu
relacionamento com meu marido, complicado e repleto de sentimentos, consequentemente,
cheio de intimidades. Mais uma vez surgiu a pergunta que outros já fizeram em relação ao
blog também:
 
-Você não acha ruim se expor dessa maneira?

Para continuar lendo, CLIQUE AQUI!
 

O Brasil de longe

http://curtacronicas.com/2014/09/01/o-brasil-de-longe/
 
Sair de casa, do seu país, pode mudar sua visão de vida para sempre, pode mudar sua casa de formas que você jamais imaginou… Como dizem: “voltar para casa é impossível”.
 
Antes de conhecer o húngaro que virou minha vida de cabeça para baixo, eu pensava da seguinte forma: achava que outros lugares no mundo deveriam ser bonitos, mas tinha a ideia fixa de que sair do Brasil, ir para outro continente, era algo muito difícil, só para quem tem muito dinheiro e que o Brasil me oferecia tanta beleza, que eu não precisava ir até outro país jamais. Estava feliz em minha pátria e tinha planos de não tirar os pezinhos dela.

Declaração

quinta-feira, 11 de setembro de 2014


"Num final de semana, como outro qualquer, num almoço, como tantos outros que temos, eu, meu marido e meus dois filhos, de 5 e 7 anos, conversávamos sobre namoro.

Meu filho mais novo diz ter umas 10 namoradas na escolinha. Todas elas fazem desenhos pra eles, ele leva flores para elas… aquele namorinho ingênuo e puro de criança. Rimos muito com o jeitinho de conquistador deles. O mais velho está entrando na fase em que se afastam um pouco das meninas, mas ainda mantém uma ou duas que admira e que devemos pensar muito no presente pra levar à festa de aniversário (a última ganhou um diário e um vasinho de flores)."

Eles começaram a falar sobre a idade que queriam se casar e o tipo de esposa, ríamos com os comentários e incentivávamos as boas visões sobre o assunto, corrigíamos as ideias não tão boas – como a de se casar com 10, porque gosta de tantas hoje - quando meu marido deu-lhes um conselho:

- Prestem atenção – disse ele – o mais importante a se procurar na pessoa que você escolhe pra viver a seu lado é que ela seja sua melhor amiga... além de ser apaixonado por ela, claro. – sorriu pra mim - Eu desejo que vocês encontrem alguém, assim como sua mãe é para mim. Se vocês encontram a pessoa certa, como eu, não deixem nada ficar no caminho, ultrapassem o obstáculo que for, porque se você está do lado dela, nada pode dar errado na vida.

Ao ouvir suas palavras sinceras e ver os olhinhos das crianças numa atenção incomum e extremamente concentrada, interessada, uma lágrima escorreu pelo meu rosto e um sorriso emotivo trouxe outras em questão de segundos, no silêncio repleto de significados que se fez.

Nada pode dar errado na vida, ele tem razão.

Naquela mesa estava tudo o que me importa e, mais uma vez, fui grata a todas as lutas do meu passado, todas as vezes que cometi “loucuras” para ultrapassar barreiras e concretizar esse amor maluco nosso, grata por todas as escolhas acertadas que me trouxeram aqui. Meu coração cresceu até que eu pudesse senti-lo fora do peito, pulsando naqueles três homens da minha vida.

E ali estavam todos os significados da palavra amor, em olhares felizes e minhas lágrimas. Um “obrigada” que nem precisou ser dito, pois que ele expressava o mesmo em sorrisos.

Bendita seja essa minha loucura, toda teimosia e a sorte de ter topado com alguém tão obcecado pelo romantismo quanto eu!


Sem jogos

 

Nunca fui muito boa com joguinhos amorosos, fazer tipo... Minha sinceridade boba, inocente - ou mesmo cortante - sempre me deixou em desvantagem. Fui magoada... já magoei com isso... A verdade pode ser cruel, mas, ao mesmo tempo, é o caminho mais curto para se chegar exatamente onde quer.

Como confidente oficial das amigas – não sei por quê, mas acabo sempre sendo o “diário”, até mesmo de quem me conhece faz pouco tempo (ressaltando que eu adoro fazer isso) – frequentemente dou o mesmo conselho: seja sincera, abra o jogo e deixe as coisas claras. O que você realmente quer? Pergunte o que ele quer!

Deveria ser óbvio, mas esse conselho constantemente causa surpresa.

Desde o primeiro momento, soube que havia encontrado minha metade e a sinceridade dele apenas confirmou esse fato:

- Carol, vamos combinar uma coisa? – disse ele, ainda num dos primeiros encontros nossos.

- O que? – respondi com certa apreensão.

- Vamos manter as coisas assim, transparente, sem jogos?

Enquanto eu procurava assimilar o que isso podia significar, ele explicou:

- Não quero fingir que não quero te ligar, esperar a hora certa, o dia certo para isso. Não quero ter que pensar pra falar ou fazer de conta. Não quero esconder o que eu sinto! Quero poder te ligar todo dia se tiver vontade e dizer o que vem à minha cabeça.

Sorri aliviada, sabendo que tínhamos mais um ponto em comum. Percebi que estava diante do verdadeiro “ele”, não uma versão ilusória de primeiro encontro, e passei a amar até mesmo as coisas em que discordava, porque era ELE, de alma aberta para mim.

- Sem jogos – respondi. – Você não tem noção do quanto eu adoro essa ideia!

Sua sinceridade chegou a superar a minha, pois ele não pensava duas vezes para dizer o quanto eu estava linda, deixando-me encabulada com seu ar de admiração ou quando não gostou do meu corte de cabelo - até dei risada com seu desprendimento para dizer a verdade: “gostava mais do jeito que estava antes”. Em pouco tempo, tudo o que ele dizia tinha um significado genuíno. Eu sabia que não era somente para agradar que ele dizia que gostava do formato do meu nariz, que eu nunca gostei. Também sabia que ele não ia fazer tipo, dizendo que teria muitos compromissos e só poderíamos nos ver depois de um tempo... Fomos logo nos encontrando todos os dias e lamentando cada despedida. Não fingimos a ansiedade, nem os medos.

E foi sempre assim, transparente, limpo, sem adivinhações ou indiretas.

Muitos nos perguntam como mantemos, depois de 14 anos, esse aspecto de recém casados, de namorados que acabaram de se conhecer. Eu daria grande crédito à nossa constante sinceridade e mania de conversar todos os detalhes, até mesmo - ou principalmente - às briguinhas de horas, que sempre nos leva ao entendimento alheio.

Por que viver de indiretas? Esperar que o outro adivinhe seus sonhos e os realize? Por que não indicar um atalho, dizendo exatamente o que espera, para que se possa trabalhar em conjunto nisso? O relacionamento é um trabalho de equipe, é preciso conhecer muito bem a outra metade, saber seus próximos passos, para que se mantenha o ritmo, como numa dança ou um malabarismo - quando largamos a corda e temos certeza de que o outro está com a mão estendida para segurar.

O verdadeiro “eu”, sempre acaba se revelando, então, ou dá certo, ou não, de uma vez.

Sem jogos. Simples assim.

Evitando surpresas desagradáveis, que em anos serão descobertas, levando ao termino e um imenso tempo perdido. Montando bases fortes nas verdades, até mesmo nos defeitos – que fazem parte de qualquer pessoa – dando a chance para uma adaptação à eles... Afinal, se é pra valer, você ama até aquela mania chata que ele tem, ele ama até mesmo seus acessos de loucura e o “feliz para sempre” torna-se a realidade de quem conhece sua outra metade como se fosse a própria.

Sem jogos. Duas almas, a limpo.


Neste exato momento


"As pessoas estão acostumadas a se concentrar nas próprias histórias. O que estou passando agora, é o que define meu humor, minha força de vontade, minha maneira de interagir com outros… Quando estamos mal, o mundo todo parece cruel e nos tornamos mais introspectivos.
 
Pois nesse momento é que deveríamos olhar para outras histórias…"


Texto postado no blog Curta Crônicas: Clique aqui para continuar lendo!

Peças do futuro

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

 
Ele entra lentamente, veste um casaco de couro preto, já surrado pelo tempo, um chapeuzinho cinza, típico da idade, se vê muito desses chapéus por aqui, aqueles que parecem uma boina. Seu andar é lento, trêmulo. Rosto marcado, branquinho. Dirige-se ao caixa e faz seus pedidos. Pede pão e algumas guloseimas, parece satisfeito...
Eu mexo meu cappuccino e tento escrever algo no caderno aberto, mas sinto-me mais atraída pela cena na cafeteria.

Sorrisos

quarta-feira, 7 de maio de 2014


Catorze anos!
Faz todo esse tempo que me encontrei, perdendo-me no seu sorriso.
Lembrei de mim, uns momentos antes de te conhecer: tão cansada de acreditar em teorias sobre almas gêmeas; de idealizar uma metade que encaixasse perfeitamente; prestes a aceitar a versão menos romântica de que o amor se deve basear em amizade, apenas, sem brilhos nos olhos, sem minutos contados e borboletas no estômago...

Certa noite

sexta-feira, 18 de abril de 2014


 
"Certa noite,tive um sonho. Foi um sonho tão vivo, que carrego como lembrança de algo que vivi. E qual a diferença entre uma lembrança vivida e uma sonhada?"

http://curtacronicas.com/2014/04/17/certa-noite/
 
Texto publicado no blog Curta Crônicas.
 
Para ler a continuação, clique AQUI.