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Não dessa vez...

quinta-feira, 2 de abril de 2020


 

De repente, como num filme de ficção científica, passamos a viver a realidade de uma pandemia, suas restrições e seus rastros, suas sombras...

É difícil assim mesmo

terça-feira, 28 de novembro de 2017


 
Muitas de nós, sonhou a vida toda com o príncipe encantado e para algumas, assim como eu, ele veio de um reino muito distante, trazendo consigo uma linda história de amor, mas também muitos obstáculos.

O melhor lugar no mundo

quarta-feira, 4 de outubro de 2017



Cada um tem uma visão diferente sobre o que é um lugar bom para se viver e desde que me mudei para a Hungria, ouço muito sobre ser uma pessoa de sorte. Não nego, amo esse país, mas o mais engraçado é que ouço dos húngaros justamente o contrário: - Sério que você deixou o BRASIL pra morar aqui?

Um chá com o passado

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

http://curtacronicas.com/2014/10/27/um-cha-com-o-passado/
 
"Todos nós temos um tipo de “máquina do tempo”, alguma coisa que nos remete instantaneamente à outra época, com um simples contato, cheiro, imagem, som ou gosto.
 
Temos, na verdade, várias dessas máquinas, uma para cada momento da vida e cada uma tem sua própria intensidade, seu próprio espaço na linha do tempo."


Texto postado no blog Curta Crônicas.
 
Para ler o texto completo, CLIQUE AQUI.

A casa

quarta-feira, 6 de agosto de 2014


 
A casa onde tudo era possível, onde a infância parecia eterna, o colo da vovó estava sempre pronto para abrigar, o sorriso do vovô estava sempre a mostra quando enchíamos o ambiente de uma bagunça saudável infantil.

Tique-taques

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

 
Tirei férias de mim mesma, de escrever, de ser adulta e mãe o tempo todo... Recebi a visita da minha mãe e voltei a ser filha, no breve e valioso tempo contado de sua presença. Foram três semanas de mimos intensos, de conversas longas com a melhor amiga, que ela sempre foi, filmes e séries que sempre adoramos ver juntas, passeios, cafés, risos, confissões, conselhos...  

Assim que ela saiu pela porta da frente, um vazio imenso tomou conta da casa, tomou conta de mim. Coloquei-me a pensar no azar de viver longe dos meus pais, da minha família toda, e o dia todo se escureceu.
Despedida. Lágrimas. Solidão. Eu e o relógio.

A presença

sexta-feira, 8 de novembro de 2013


Milhões de coisas na cabeça e, ao mesmo tempo, nada... Nada que fosse um assunto ou história pra contar. Só comentários, olhares e toques que ficam guardados enquanto você não está por perto... Fantasmas que me seguem no castelo assombrado que sobrou de mim.

Só hoje.

terça-feira, 19 de março de 2013



Alta noite, longa noite essa, da sua volta para a Hungria. Estamos destinados a essas pequenas separações.

O relógio parou sem notícias suas, mas os ventos, do lado de fora da minha janela, passam tão rápidos que parecem lamentos de saudades e soam por volta da casa a te procurar, como se não soubessem que você não está. O frio instalou-se de repente e eu sei que isso vem da falta do seu abraço quente e dos seus apertões que me fazem rir com sua justificativa: “O amor às vezes dói”.

Voltas na calçada.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012



Sonhei com a infância no Brasil. Minha infância de “Sítio do pica-pau amarelo”, no sítio dos meus avós,  lugar onde todos os finais de semanas e férias, eu, meu irmão e meus primos, criávamos aventuras incríveis dentro de um mundo mágico e cheio de poderes sobrenaturais. 


O sítio era o mundo onde existiam portais para outros planetas, monstros, fadas, fantasmas, anjos e o bicho que tínhamos mais medo: O bicharraco. O bicharraco foi inventado pela minha avó, para que entrássemos na casa quando estava para escurecer e ela já havia gritado dez vezes, ouvindo sempre como resposta "mais um pouquinho", "já vai"... Então ela gritava - Olha o bicharraco! - e nós voávamos para dentro, com medo até de olhar pra trás.

Sobre os amigos.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012



Amigos vem, amigos vão... 

Não, não é bem assim, eles não se vão! No máximo se afastam por pouco ou muito tempo, mas independente de tempo e espaço, um amigo não vai embora, ele sempre deixa um pedacinho dele com a gente, uma centelha da luz que um dia brilhou muito. Decidir ser amigo de alguém, é decidir fazer parte de sua vida.

Alguns momentos.

sexta-feira, 22 de junho de 2012



Fim de junho, 23 e 26... Quanto a gente esperava essa data quando crianças, não é?

Ter as datas tão próximas e compartilhar a festa, nos deu a oportunidade de aprender e planejar juntos. Nós planejávamos tudo, lembra?

Ficávamos o ano inteiro pensando em que tema seria a nossa festa de aniversário e depois comunicávamos à mãe, que preparava todos os enfeites sozinha e ainda fazia bolo com cara de pato Donald e Margarida, ou qualquer outra coisa que pedíssemos... Não tínhamos idéia de quanto trabalho dava, e o quanto era especial o que ela fazia por nós, pra gente era natural tudo enfeitado no aniversário.

Amanhã, só amanhã.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Um vazio, uma certa falta de inspiração, falta de algo... De um lugar? De alguém? Talvez, uma amiga pra sair e dar risada, falta de ambientes barulhentos, gargalhadas altas, histórias contadas com mãos, caras e bocas e som alto, programações, festas, churrascos e sons de futebol...

Passaram-se então, 2 meses de Brasil...

sexta-feira, 18 de maio de 2012


Viagem ao Brasil
Uma longa viagem de ida, mais de 30 horas de casa a casa, sem o marido, que ficou trabalhando (alguém tem que ganhar dinheiro nessa casa, como ele mesmo diz) passando por conexão em aeroporto, com direito a adquirir uma virose (eu e o meu menorzinho) e passar com ânsia de vômito o vôo de 11 horas... Chegamos vivos, o que é mais importante.

Sussurros do mar

segunda-feira, 19 de março de 2012

foto via: http://www.public-domain-photos.com 

“As ondas são anjos que vivem no mar” sempre me lembro desse poema quando chego à praia... E Álvares de Azevedo estava certo. São anjos a sussurrar, com seus braços de ondas a envolver, abraçar, puxar para mais perto, para dentro de sua imensidão. 
Seus sussurros trazem-me saudade. Saudade de tudo e de nada ao mesmo tempo, saudade da infância, brincadeiras na praia com os primos, férias e despreocupação infantil, saudade de quem está longe, saudade da minha metade, de minhas outras terras...

Uma xícara de Brasil, por favor?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012


Depois de 11 anos morando fora do Brasil, acostumei-me com as saudades e sei lidar bem com ela, aceitei como parte de minha escolha. Porém, de tempos em tempos a saudade avisa-me como um despertador íntimo, que o tempo sem minha terra, sem minha família e amigos, já é demais...

Os borrões do tempo.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ontem, ao anoitecer, andamos um pouco pela cidade, havia uma brisa fresca e passamos por uma rua estreita, antiga, feita de paralelepípedos escuros, a imagem da Europa dos filmes antigos e românticos... Parei e fiquei ali olhando um pouquinho, pensando, sentindo a brisa no rosto e o cheiro da noite. Adoro passar por ruas assim! Da um tipo de saudade de algo que não vive - ou talvez tenha vivido em outra vida, daí o motivo da saudade - mas que me traz muita tranquilidade. Passar por lugares assim me faz pensar num mundo bem mais lento, onde as pessoas andavam, não corriam, onde os detalhes eram importantes, e isso a gente percebe nas casas com estatuetas e enfeites por volta de todas as janelas, uma verdadeira obra de arte. Uma casa, até das mais simples, tinha detalhes e cuidados quando feita, tinha bases fortes e paredes muito largas, eram pensadas para durar para sempre, resistir guerras e gerações. Se essa saudade vem de uma outra vida, eu devia ter gostado muito de vivê-la, pois esse sentimento de tranquilidade me invade ao passar num lugar assim.

Nuvem de silêncio.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um silêncio ensurdecedor se apodera da casa, nada de risadas altas, nem musiquinhas para crianças, piadas ou planos para o dia. Tudo parado. Minha família sai pela porta e esse marasmo toma conta da nossa casa, vai entrando e se empreguinando em tudo, lentamente,  esgueirando-se pelos cômodos, deixando o ar pesado, tudo lento... Sinto-me lenta e sem energia, sem vontade. Vazia. O coração batendo num misto de saudades e vontade de chorar.