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Já se sentia assim

terça-feira, 30 de junho de 2020


“Ela queria estar feliz e já se sentia assim.” Diz o livro “A Abadia de Northanger”, de Jane Austen, ao descrever a chegada de sua personagem principal, Catherine, ao seu destino.


Voando alto

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020



A contagem regressiva para o final do ano; a expectativa de um recomeço... Por que isso importa? Por que não fechar ou começar algo a qualquer momento? Qual a necessidade de esperar aquela data durante dias ou até meses? O que um novo número traz de real, palpável?

Meia vida de inteiros

quinta-feira, 17 de maio de 2018


 
E, de repente, faz 18 anos que te conheci, com 18...

É difícil assim mesmo

terça-feira, 28 de novembro de 2017


 
Muitas de nós, sonhou a vida toda com o príncipe encantado e para algumas, assim como eu, ele veio de um reino muito distante, trazendo consigo uma linda história de amor, mas também muitos obstáculos.

Janela em Budapeste

quarta-feira, 26 de julho de 2017

 



Quando a vida está acontecendo de maneira peculiar, com novas aventuras e decisões, o tempo para descrevê-la se reduz proporcionalmente.
 
Muitas vezes me arrependo por não ter escrito minha história de amor enquanto acontecia. Teria facilitado a escrita do meu livro Grãos de Areia e sua continuação, que ainda se encontra em fase de criação. Mas em momentos como o que estou vivendo, recordo-me do porquê de não ter escrito: eu tinha que vivê-lo!

Vitória do amor

sexta-feira, 4 de março de 2016


 
Essa semana você viajou, mas está voltando para nosso aniversário de casamento. Casados há 11 e lutando por um futuro juntos já há 16.
Sozinha em casa, comecei a ouvir minha lista de músicas e cantei alto com umas que gosto, porém, entre a seleção, existem algumas que tocam mais alto no meu coração e eu escutei calada, relembrando...

Grãos de Areia nascendo!

terça-feira, 3 de março de 2015


 
Sabe quando você está tão feliz que não cabe em si? Hoje é um dia assim!

Eu já tinha muitos motivos para estar feliz hoje, meu filho tirou notas boas na prova, o marido foi elogiado pelo maravilhoso trabalho como diretor de projeto, minha mãe chega hoje para me visitar, depois de 1 ano sem vê-la, daqui 2 dias completo 10 anos de casada com minha alma gêmea e melhor amigo... Mas aí vem aquela notícia que te transborda: meu livro está pronto para impressão!

E sabe quanta luta e insistência isso significa?

Era uma vez...

quinta-feira, 9 de outubro de 2014




Era uma vez uma menina que sonhava escrever histórias encantadas.
Quando bem pequena, antes do tempo, queria saber escrever, vivia pedindo para copiar palavras que sua mãe escrevia num pedaço de papel ou pegava um livro e tentava copiá-lo. Depois de alfabetizada, sonhou com uma máquina de escrever, pois as histórias em quadrinho que fazia, ficariam mais bonitas com escritas de máquina. Certo dia, ela ganhou a máquina de natal, pois ainda acreditava em Papai Noel.

Sorrisos

quarta-feira, 7 de maio de 2014


Catorze anos!
Faz todo esse tempo que me encontrei, perdendo-me no seu sorriso.
Lembrei de mim, uns momentos antes de te conhecer: tão cansada de acreditar em teorias sobre almas gêmeas; de idealizar uma metade que encaixasse perfeitamente; prestes a aceitar a versão menos romântica de que o amor se deve basear em amizade, apenas, sem brilhos nos olhos, sem minutos contados e borboletas no estômago...

Depois de todo fim...

terça-feira, 10 de setembro de 2013


É com muita honra que anuncio fazer parte da equipe do "Curta Crônicas". Um blog feito por cronistas muito talentosos e que há algum tempo eu acompanho.

Minha estréia foi com a crônica "Depois de todo fim..."

E tenho orgulho de dizer que a repercussão dela foi tão boa que essa crônica foi publicada no jornal impresso "Diário de notícias", de Linhares - ES. http://po1.dominiotemporario.com/Diariodenoticias/DN-101.pdf

Boa leitura!

Depois de todo fim...

Senti um espaço em branco, procurei pelo parágrafo após o ponto final e não o achei - justo eu que não sou de me deprimir, que na maioria das vezes enxergo o copo meio cheio, não soube o que fazer com a metade vazia. Um vento frio de beira de abismo, de neblina que turva a vista e faz diminuir o passo até quase parar, em função de pensar na direção a seguir, uma caneta apreensiva na mão do poeta, esperando por inspiração. Um vazio de fim de caminho, de começo de estrada desconhecida.

Entre o fim de uma jornada e o começo de outra, existe um espaço sem preenchimento, um intervalo reticente. É o bicho papão da maioria dos adultos, tira o sono e desespera, surge da boca do estômago e espalha-se pelo corpo num buraco negro de tensão, espalha-se pelo quarto, que fica tomado de sua presença, criando noites em claro. Fim... E agora?

Foi assim ao terminar a faculdade e ao perder o emprego, foi assim ao mudar de país e ter tanta coisa nova pra ver e fazer que, ao mesmo tempo, parecia não ter nenhuma opção... Mudar abriu espaço para toda uma nova vida, um vazio de princípio a ser preenchido com muita calma e atenção.

Foi no primeiro aniversário que passei sozinha, que me senti insignificante. Todo ano acostumada a viver grandes festas, ainda mais eu, que faço aniversário quase junto com meu irmão, que sempre dividi as comemorações com ele... Era uma data nossa! Uma data unida, uma festa em casa, feita pra comemorar o milagre da vida: os filhos de meus pais que marcavam presença no mundo. Sozinha não parecia tão importante para o mundo. Faltou-me a metade. Foi assim passar o natal longe, o carnaval, a festa junina e até o fim de semana sem churrasco e grande família... Tradições que mudam abrem espaço, criam uma necessidade de aderência a novos costumes. Abrem seus olhos para o mundo à procura de qualquer coisa que se possa adotar como sua. Colocam-te atenta às minúcias e aos porquês. Mudam sua opinião.

Ao mudar-me para a Hungria, abri um novo livro, inteirinho em branco. Construí-me em um universo paralelo. Levou muito tempo para sentir minha alma completa do jeito que é hoje, mas mesmo depois de muitos anos preenchendo espaços, um a um, com a nova vida húngara, nova vida de casada, depois com a vida de mãe – um tapa-buraco imenso, que deixa o coração tão grande que mal sobra espaço pra buraco negro entrar - às vezes topo com uma falha aberta, algo que ainda preciso preencher.

Não sei, por exemplo, como tapar o buraco de ter terminado de escrever meu livro. Ele estava cheio com ideias a serem transcritas, cheio de empolgação com a convivência dos fatos narrados... Foi uma vida paralela que acabou de uma hora para outra, em três letras: FIM. O que se faz depois do fim? Como se os dedos tivessem entrado em greve e assumido o sentido da última palavra, recusaram-se a começar um novo parágrafo, sobre qualquer tema que fosse. Fui abandonada nas páginas em branco da minha inspiração e bem lentamente procuro trazê-la de volta, convencendo-a de que há espaço depois das três letras fatais.

Boba como sou, sinto pequenos vazios até em coisas cotidianas, como o fim de um bom livro. Como é triste fechar a última página daquele livro que foi o melhor que li em meses! E como é triste pensar que sentirei um vazio por um bom tempo, ao ler outros que não irão me tocar da mesma forma! Meus relacionamentos com livros bons são duradouros, protelo o final lendo pouco por dia e apenas em dias de total concentração e dedicação a ele. Loucura? Não! Fuga do vazio!

Percebi que o ápice da realização é feito de uma grande alegria e seguido de uma maré de vazio inundando a alma. Algo parecido é o que as noivas sentem ao sair da igreja: anos de preparação e sonhos se foram com o buquê jogado para trás. Quanto maior o sonho realizado, maior a sensação de falta que ele faz. Os sonhos nos movem e é natural que aconteça uma parada ao chegarmos àquele destino. Nada de pânico! É hora de procurar novos objetivos, novos sonhos, novos caminhos.

O vazio. É inevitável senti-lo, pois sempre existirão espaços reticentes de fim da história, de sonhos realizados e mudanças bruscas, sempre haverá um espaço para um novo começo, para novos objetivos. Não há porque teme-lo, ele faz parte da nossa alma sem fundo, sem limites, ele é apenas uma pausa, o mensageiro do novo, algo para revoltar as águas paradas e fazer acontecer, é a folha em branco esperando por uma nova história: um poema, um romance, uma aventura... Pode escolher, a página é sua! Se está vazia, preencha!

FIM.

...

E agora? O que vai escrever?

 

Na bagagem: a força de vontade.

segunda-feira, 13 de maio de 2013


Texto publicado no blog Brasileiras pelo mundo.

"Mudar-se para um lugar diferente, se é bom ou ruim, é muito pessoal. Certas pessoas se apegam a um local, uma paisagem e passam a vida chorando porque tiveram que mudar de casa, outras trocam de endereço como quem troca de roupa, existe quem fale com tristeza do antigo endereço, tem quem fale com saudades e tem quem não ligue tanto para os caminhos percorridos e sim para seus destinos… Quanto ao novo endereço, existem as pessoas que se mudam de mau-humor, já pensando que vai odiar, as que são arrastadas chorando, tem as que vão numa boa, mas sem entusiasmo, tem as que vão cheias de sonhos e expectativas…"

A máquina do tempo.

sexta-feira, 15 de junho de 2012



Comecei a escrever meu livro.

Deixei um pouco de navegar pela internet, enxerguei que escrever um livro não é uma das coisas que da pra fazer de pouquinho, e mergulhei no meu passado. Coloquei muita coisa de lado para entrar na máquina do tempo da escrita. E a viagem promete!


Esperava apenas contar minha história, mas em poucas páginas digitadas, ja percebo que além de contar, estou revendo tudo com novos olhos, como uma espectadora atônita com cada fato, como se não soubesse a continuação, sempre me surpreendendo com o que é descrito e contado. Aparecem sentimentos de dentro de mim, que eu não enxerguei da primeira vez que passei por ali, estava muito ocupada olhando para meus objetivos, e estou enxergando agora, realmente analisando cada ação e suas reações. Revivendo tudo de uma maneira diferente, reavaliando minha atitude sobre a vida. Mergulhar no meu passado promete ser uma viagem maravilhosa, cheia de aprendizados e encantamento, redescobrindo eu mesma, meus medos e meus desejos.

Medo medo medo...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Escrever, escrever... Só pensei em escrever e deixar que os outros leiam meus pensamentos e confissões mais íntimos. Decidi ser escritora e descobri que seria terrivelmente feliz com essa decisão. Que idéia brilhante! Palavras impressas e lidas... realmente uma vida glamurosa... Sempre amei escrever pra mim mesma, ou simplesmente para animar minhas amigas, para contar minhas aventuras e idéias malucas... Mas não tinha parado pra pensar o quanto seria difícil realizar essa decisão... Como ser uma escritora? Por onde começar?

O começo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Toda minha vida tive como fato irrevogável que uma de minhas paixões é escrever.
Lembro-me de imaginar como seria bom escrever um livro e, antes mesmo de aprender o ABC, eu fazia intermináveis rabiscos no papel, imitando uma escrita. E que lindo, que harmônico e calmante era ver aquele desenho! Meu livro...