Mostrando postagens com marcador escolha.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador escolha.. Mostrar todas as postagens

Já se sentia assim

terça-feira, 30 de junho de 2020


“Ela queria estar feliz e já se sentia assim.” Diz o livro “A Abadia de Northanger”, de Jane Austen, ao descrever a chegada de sua personagem principal, Catherine, ao seu destino.


Situação de Emergência

domingo, 10 de fevereiro de 2019




Hoje vim falar sobre um assunto importante, que nunca abordei pelo simples fato de nunca ter passado por uma verdadeira emergência na Hungria, além do mais, sempre tive a constante ajuda de húngaros que me cercam e fazem parte da minha família, porém nem todos que moram aqui se encontram nessa posição confortável, é um assunto de extrema importância e por ter sido lembrada que ele existe, sinto-me na obrigação de passar algumas informações à frente.

Carta para uma adolescente

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018



Querida Carol adolescente,

        Aqui quem te escreve é você mesma, aos 40 anos. Você deve ter me imaginado velha nesse momento, pois nem completou a metade disso ainda, mas posso te garantir que os anos mais felizes da sua vida estão por vir e você se sentirá tão bem aos 40, que não terá o desejo de ser mais nova. Na verdade, você está agora no período mais confuso e difícil da sua vida e é por esse motivo que te escrevo hoje.
        
        Você tem uma vida feliz, com uma família maravilhosa, sem reais problemas financeiros, e tem amigos que irão permanecer até os dias de hoje. Tem pouco do que reclamar, em geral, mas sofre... sofre como todo adolescente.

A coleção

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

 
Morar longe do lugar em que crescemos, viver fora do país onde nascemos, implica em muitas surpresas com a maneira que pensamos e usamos as lembranças. Para a sobrevivência, é necessário que se enxergue o melhor em cada detalhe, é imprescindível que o lado positivo seja tirado, nem que forçadamente, uma lasquinha...

O melhor lugar no mundo

quarta-feira, 4 de outubro de 2017



Cada um tem uma visão diferente sobre o que é um lugar bom para se viver e desde que me mudei para a Hungria, ouço muito sobre ser uma pessoa de sorte. Não nego, amo esse país, mas o mais engraçado é que ouço dos húngaros justamente o contrário: - Sério que você deixou o BRASIL pra morar aqui?

Os dilemas de Hunor

quarta-feira, 21 de outubro de 2015


 
Hunor, meu filho caçula, é puro sentimento. As pessoas vivem dizendo que ele tem alma de artista. Ele tem muito interesse por música, teatro, filmes, dança... e vive a sonhar.

Rotinas

terça-feira, 9 de junho de 2015

 
Não suporto rotinas e tenho sérios problemas com a mesmice.

Não é fácil manter uma vida de mãe-esposa-dona de casa-escritora-blogueira sem uma rotina para desenvolver todos meus papéis de maneira eficiente, mas por mais que eu lute com o fato, a rotina não me cai bem.

Despedida

segunda-feira, 30 de março de 2015


 
Mais uma vez chega a hora da despedida... Coração apertado, choro preso (já é bem difícil pras crianças com nossos sorrisos, imagina se soltamos as lágrimas!), um sentimento de vazio de quem vai se afastando de um pedacinho de si. As crianças pediram para que a vovó ficasse e disseram mil vezes “Eu te amo”, no último beijo. Perguntaram quando é que nós vamos ao Brasil e ainda não pudemos dar uma data certa (faz dois anos que não vamos)...

Tique-taques

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

 
Tirei férias de mim mesma, de escrever, de ser adulta e mãe o tempo todo... Recebi a visita da minha mãe e voltei a ser filha, no breve e valioso tempo contado de sua presença. Foram três semanas de mimos intensos, de conversas longas com a melhor amiga, que ela sempre foi, filmes e séries que sempre adoramos ver juntas, passeios, cafés, risos, confissões, conselhos...  

Assim que ela saiu pela porta da frente, um vazio imenso tomou conta da casa, tomou conta de mim. Coloquei-me a pensar no azar de viver longe dos meus pais, da minha família toda, e o dia todo se escureceu.
Despedida. Lágrimas. Solidão. Eu e o relógio.

Nas ondas

quinta-feira, 17 de outubro de 2013


Texto postado no blog Curta Crônicas.

"Destino: s.m. A fatalidade a que estariam sujeitas todas as pessoas e todas as coisas do mundo; fado; fortuna.

Fatalidade... Nossa! Pela definição do Aurélio, chega a dar medo. Não é tão romântico quanto o significado que eu criei para tal fenômeno. No meu dicionário pessoal, teria mais relação com o amor e a felicidade e não seria tão inflexível também.  Nunca consegui relacionar destino a coisas ruins, o que acontece de ruim só pode ser erro ou desvio do caminho, talvez o resultado da resistência a ele..."

Continuar lendo AQUI no Curta Crônicas

Caminhando.

terça-feira, 17 de setembro de 2013



E a vida se abre em um novo caminho…

Primeiro a proposta, uma felicidade repentina... Comemoração... E então um medo desses que travam tudo: a respiração, a inspiração, a opinião…

Fiquei sem saber o que dizer, o que escrever… Preferi abster-me do tema. A bagunça de sentimentos foi enorme e explodiu em mistos de sentimentos e ondas entre positivo e negativo.

Depois de todo fim...

terça-feira, 10 de setembro de 2013


É com muita honra que anuncio fazer parte da equipe do "Curta Crônicas". Um blog feito por cronistas muito talentosos e que há algum tempo eu acompanho.

Minha estréia foi com a crônica "Depois de todo fim..."

E tenho orgulho de dizer que a repercussão dela foi tão boa que essa crônica foi publicada no jornal impresso "Diário de notícias", de Linhares - ES. http://po1.dominiotemporario.com/Diariodenoticias/DN-101.pdf

Boa leitura!

Depois de todo fim...

Senti um espaço em branco, procurei pelo parágrafo após o ponto final e não o achei - justo eu que não sou de me deprimir, que na maioria das vezes enxergo o copo meio cheio, não soube o que fazer com a metade vazia. Um vento frio de beira de abismo, de neblina que turva a vista e faz diminuir o passo até quase parar, em função de pensar na direção a seguir, uma caneta apreensiva na mão do poeta, esperando por inspiração. Um vazio de fim de caminho, de começo de estrada desconhecida.

Entre o fim de uma jornada e o começo de outra, existe um espaço sem preenchimento, um intervalo reticente. É o bicho papão da maioria dos adultos, tira o sono e desespera, surge da boca do estômago e espalha-se pelo corpo num buraco negro de tensão, espalha-se pelo quarto, que fica tomado de sua presença, criando noites em claro. Fim... E agora?

Foi assim ao terminar a faculdade e ao perder o emprego, foi assim ao mudar de país e ter tanta coisa nova pra ver e fazer que, ao mesmo tempo, parecia não ter nenhuma opção... Mudar abriu espaço para toda uma nova vida, um vazio de princípio a ser preenchido com muita calma e atenção.

Foi no primeiro aniversário que passei sozinha, que me senti insignificante. Todo ano acostumada a viver grandes festas, ainda mais eu, que faço aniversário quase junto com meu irmão, que sempre dividi as comemorações com ele... Era uma data nossa! Uma data unida, uma festa em casa, feita pra comemorar o milagre da vida: os filhos de meus pais que marcavam presença no mundo. Sozinha não parecia tão importante para o mundo. Faltou-me a metade. Foi assim passar o natal longe, o carnaval, a festa junina e até o fim de semana sem churrasco e grande família... Tradições que mudam abrem espaço, criam uma necessidade de aderência a novos costumes. Abrem seus olhos para o mundo à procura de qualquer coisa que se possa adotar como sua. Colocam-te atenta às minúcias e aos porquês. Mudam sua opinião.

Ao mudar-me para a Hungria, abri um novo livro, inteirinho em branco. Construí-me em um universo paralelo. Levou muito tempo para sentir minha alma completa do jeito que é hoje, mas mesmo depois de muitos anos preenchendo espaços, um a um, com a nova vida húngara, nova vida de casada, depois com a vida de mãe – um tapa-buraco imenso, que deixa o coração tão grande que mal sobra espaço pra buraco negro entrar - às vezes topo com uma falha aberta, algo que ainda preciso preencher.

Não sei, por exemplo, como tapar o buraco de ter terminado de escrever meu livro. Ele estava cheio com ideias a serem transcritas, cheio de empolgação com a convivência dos fatos narrados... Foi uma vida paralela que acabou de uma hora para outra, em três letras: FIM. O que se faz depois do fim? Como se os dedos tivessem entrado em greve e assumido o sentido da última palavra, recusaram-se a começar um novo parágrafo, sobre qualquer tema que fosse. Fui abandonada nas páginas em branco da minha inspiração e bem lentamente procuro trazê-la de volta, convencendo-a de que há espaço depois das três letras fatais.

Boba como sou, sinto pequenos vazios até em coisas cotidianas, como o fim de um bom livro. Como é triste fechar a última página daquele livro que foi o melhor que li em meses! E como é triste pensar que sentirei um vazio por um bom tempo, ao ler outros que não irão me tocar da mesma forma! Meus relacionamentos com livros bons são duradouros, protelo o final lendo pouco por dia e apenas em dias de total concentração e dedicação a ele. Loucura? Não! Fuga do vazio!

Percebi que o ápice da realização é feito de uma grande alegria e seguido de uma maré de vazio inundando a alma. Algo parecido é o que as noivas sentem ao sair da igreja: anos de preparação e sonhos se foram com o buquê jogado para trás. Quanto maior o sonho realizado, maior a sensação de falta que ele faz. Os sonhos nos movem e é natural que aconteça uma parada ao chegarmos àquele destino. Nada de pânico! É hora de procurar novos objetivos, novos sonhos, novos caminhos.

O vazio. É inevitável senti-lo, pois sempre existirão espaços reticentes de fim da história, de sonhos realizados e mudanças bruscas, sempre haverá um espaço para um novo começo, para novos objetivos. Não há porque teme-lo, ele faz parte da nossa alma sem fundo, sem limites, ele é apenas uma pausa, o mensageiro do novo, algo para revoltar as águas paradas e fazer acontecer, é a folha em branco esperando por uma nova história: um poema, um romance, uma aventura... Pode escolher, a página é sua! Se está vazia, preencha!

FIM.

...

E agora? O que vai escrever?

 

Na bagagem: a força de vontade.

segunda-feira, 13 de maio de 2013


Texto publicado no blog Brasileiras pelo mundo.

"Mudar-se para um lugar diferente, se é bom ou ruim, é muito pessoal. Certas pessoas se apegam a um local, uma paisagem e passam a vida chorando porque tiveram que mudar de casa, outras trocam de endereço como quem troca de roupa, existe quem fale com tristeza do antigo endereço, tem quem fale com saudades e tem quem não ligue tanto para os caminhos percorridos e sim para seus destinos… Quanto ao novo endereço, existem as pessoas que se mudam de mau-humor, já pensando que vai odiar, as que são arrastadas chorando, tem as que vão numa boa, mas sem entusiasmo, tem as que vão cheias de sonhos e expectativas…"

Tudo mudou...

terça-feira, 2 de abril de 2013


Photo from: http://www.paixaoeamor.com/

“... e a partir daí, tudo mudou...”

A frase que muitas pessoas temem, que traz como companheiro o maior dos medos do ser humano: o desconhecido.

Mudanças sempre vem com ansiedade e preocupação, no entanto, também podem ser acompanhadas de libertação, de solução, de novos sonhos, sonhos realizados...

Ao mudarem, as coisas costumam parecer turvas, disformes, ameaçadoras... Os maiores e mais aterrorizantes monstros sempre foram aqueles que vem do escuro, os que não vemos ou só enxergamos as sombras, no jogo de luz que aumenta e molda em padrões alarmantes. A luz do sol não mata o vampiro porque o queima e sim, porque o exibi, mostrando que visto de perto, não assusta tanto assim. Do mesmo modo é mudar algo na vida, assim é mudar de vida. O imprevisto assusta e é preciso de coragem para vê-lo de perto.

Enloucrescendo

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013



Desde sempre - talvez por minha mania com filmes românticos, letras de música melosas e poesias ou simplesmente pela natureza romântica de minha essência – fui inclinada a acreditar em destino. Coincidências e fatos secos nunca tiveram crédito em meu vocabulário, o que pode vir a me dar um título comum de sonhadora. Por algum motivo, sempre acreditei na magia da vida como explicação para tudo o que acontece e no amor, como função maior da existência humana. Que missão poderia ser maior do que aprender a amar e ser amada? Carreira? Não, nunca acreditei na carreira como parte do plano de vida e sim como instrumento para alcançar o que realmente importa. Os céticos que me perdoem, mas, como porta-voz dos sonhadores, tomo a carreira como peça de importância inferior a procura e dedicação ao grande amor. Sim, grande amor, daqueles que parecem até bobos e exagerados aos olhos desses mesmos céticos, mas que converte em um segundo, esses mesmos olhos,  ao mergulhar acidentalmente em outros com tal sentimento.

Renúncias

quinta-feira, 11 de outubro de 2012


photo from: http://cdn1.patricinhaesperta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Liberdade1.jpg

Não quero uma vida de renúncias, quero uma vida de escolhas!

Não renuncio a nenhuma possibilidade e sempre escolho o que me parece melhor, o que me faz mais feliz, mais inteira, o que me deixa mais possibilidades para chegar as outras opções desejadas também.

A felicidade de um grupo (uma família, uma sociedade), começa sempre pela própria. Só quem é feliz, pode espalhar felicidade. Assim como, só quem sabe, pode espalhar sabedoria. Renúncia é arma para exércitos comandados, para soldados que aprendem a fazer o que mandam, até matar sem pensar. Eu não renuncio à minha opinião, à minha vontade própria.

Amanhã, só amanhã.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Um vazio, uma certa falta de inspiração, falta de algo... De um lugar? De alguém? Talvez, uma amiga pra sair e dar risada, falta de ambientes barulhentos, gargalhadas altas, histórias contadas com mãos, caras e bocas e som alto, programações, festas, churrascos e sons de futebol...