Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens

Carta para uma adolescente

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018



Querida Carol adolescente,

        Aqui quem te escreve é você mesma, aos 40 anos. Você deve ter me imaginado velha nesse momento, pois nem completou a metade disso ainda, mas posso te garantir que os anos mais felizes da sua vida estão por vir e você se sentirá tão bem aos 40, que não terá o desejo de ser mais nova. Na verdade, você está agora no período mais confuso e difícil da sua vida e é por esse motivo que te escrevo hoje.
        
        Você tem uma vida feliz, com uma família maravilhosa, sem reais problemas financeiros, e tem amigos que irão permanecer até os dias de hoje. Tem pouco do que reclamar, em geral, mas sofre... sofre como todo adolescente.

Para capturar a felicidade

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

 
 
Adquiri essa “mania” de buscar a felicidade. Na verdade, em grande parte, creio que ela se encontre no costume de aceita-la, sabe-la, enxerga-la no cotidiano. No entanto, passamos períodos onde ela se encontra encoberta, principalmente quando esse céu cinza e insistente resolve pairar por nossas cabeças durante muito tempo. O final do inverno é quase um final de maratona. Os dias frios são suportados com dificuldade e ansiedade para que chegue a primavera. Uma brasileira otimista, como eu, pode ter mais trabalho nessa época do ano e a inspiração, juntamente com a energia, encontram-se lá com o sol, acenando de longe, as vezes aparecem, mas não esquentam de verdade... É preciso de algo mais para atraí-las.

Neste exato momento

quinta-feira, 11 de setembro de 2014


"As pessoas estão acostumadas a se concentrar nas próprias histórias. O que estou passando agora, é o que define meu humor, minha força de vontade, minha maneira de interagir com outros… Quando estamos mal, o mundo todo parece cruel e nos tornamos mais introspectivos.
 
Pois nesse momento é que deveríamos olhar para outras histórias…"


Texto postado no blog Curta Crônicas: Clique aqui para continuar lendo!

A casa

quarta-feira, 6 de agosto de 2014


 
A casa onde tudo era possível, onde a infância parecia eterna, o colo da vovó estava sempre pronto para abrigar, o sorriso do vovô estava sempre a mostra quando enchíamos o ambiente de uma bagunça saudável infantil.

Tique-taques

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

 
Tirei férias de mim mesma, de escrever, de ser adulta e mãe o tempo todo... Recebi a visita da minha mãe e voltei a ser filha, no breve e valioso tempo contado de sua presença. Foram três semanas de mimos intensos, de conversas longas com a melhor amiga, que ela sempre foi, filmes e séries que sempre adoramos ver juntas, passeios, cafés, risos, confissões, conselhos...  

Assim que ela saiu pela porta da frente, um vazio imenso tomou conta da casa, tomou conta de mim. Coloquei-me a pensar no azar de viver longe dos meus pais, da minha família toda, e o dia todo se escureceu.
Despedida. Lágrimas. Solidão. Eu e o relógio.

Só hoje.

terça-feira, 19 de março de 2013



Alta noite, longa noite essa, da sua volta para a Hungria. Estamos destinados a essas pequenas separações.

O relógio parou sem notícias suas, mas os ventos, do lado de fora da minha janela, passam tão rápidos que parecem lamentos de saudades e soam por volta da casa a te procurar, como se não soubessem que você não está. O frio instalou-se de repente e eu sei que isso vem da falta do seu abraço quente e dos seus apertões que me fazem rir com sua justificativa: “O amor às vezes dói”.

Amanhã, só amanhã.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Um vazio, uma certa falta de inspiração, falta de algo... De um lugar? De alguém? Talvez, uma amiga pra sair e dar risada, falta de ambientes barulhentos, gargalhadas altas, histórias contadas com mãos, caras e bocas e som alto, programações, festas, churrascos e sons de futebol...

Nuvem de silêncio.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um silêncio ensurdecedor se apodera da casa, nada de risadas altas, nem musiquinhas para crianças, piadas ou planos para o dia. Tudo parado. Minha família sai pela porta e esse marasmo toma conta da nossa casa, vai entrando e se empreguinando em tudo, lentamente,  esgueirando-se pelos cômodos, deixando o ar pesado, tudo lento... Sinto-me lenta e sem energia, sem vontade. Vazia. O coração batendo num misto de saudades e vontade de chorar.