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Carta para uma adolescente

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018



Querida Carol adolescente,

        Aqui quem te escreve é você mesma, aos 40 anos. Você deve ter me imaginado velha nesse momento, pois nem completou a metade disso ainda, mas posso te garantir que os anos mais felizes da sua vida estão por vir e você se sentirá tão bem aos 40, que não terá o desejo de ser mais nova. Na verdade, você está agora no período mais confuso e difícil da sua vida e é por esse motivo que te escrevo hoje.
        
        Você tem uma vida feliz, com uma família maravilhosa, sem reais problemas financeiros, e tem amigos que irão permanecer até os dias de hoje. Tem pouco do que reclamar, em geral, mas sofre... sofre como todo adolescente.

É difícil assim mesmo

terça-feira, 28 de novembro de 2017


 
Muitas de nós, sonhou a vida toda com o príncipe encantado e para algumas, assim como eu, ele veio de um reino muito distante, trazendo consigo uma linda história de amor, mas também muitos obstáculos.

A coleção

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

 
Morar longe do lugar em que crescemos, viver fora do país onde nascemos, implica em muitas surpresas com a maneira que pensamos e usamos as lembranças. Para a sobrevivência, é necessário que se enxergue o melhor em cada detalhe, é imprescindível que o lado positivo seja tirado, nem que forçadamente, uma lasquinha...

Vitória do amor

sexta-feira, 4 de março de 2016


 
Essa semana você viajou, mas está voltando para nosso aniversário de casamento. Casados há 11 e lutando por um futuro juntos já há 16.
Sozinha em casa, comecei a ouvir minha lista de músicas e cantei alto com umas que gosto, porém, entre a seleção, existem algumas que tocam mais alto no meu coração e eu escutei calada, relembrando...

Um chá com o passado

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

http://curtacronicas.com/2014/10/27/um-cha-com-o-passado/
 
"Todos nós temos um tipo de “máquina do tempo”, alguma coisa que nos remete instantaneamente à outra época, com um simples contato, cheiro, imagem, som ou gosto.
 
Temos, na verdade, várias dessas máquinas, uma para cada momento da vida e cada uma tem sua própria intensidade, seu próprio espaço na linha do tempo."


Texto postado no blog Curta Crônicas.
 
Para ler o texto completo, CLIQUE AQUI.

Era uma vez...

quinta-feira, 9 de outubro de 2014




Era uma vez uma menina que sonhava escrever histórias encantadas.
Quando bem pequena, antes do tempo, queria saber escrever, vivia pedindo para copiar palavras que sua mãe escrevia num pedaço de papel ou pegava um livro e tentava copiá-lo. Depois de alfabetizada, sonhou com uma máquina de escrever, pois as histórias em quadrinho que fazia, ficariam mais bonitas com escritas de máquina. Certo dia, ela ganhou a máquina de natal, pois ainda acreditava em Papai Noel.

A casa

quarta-feira, 6 de agosto de 2014


 
A casa onde tudo era possível, onde a infância parecia eterna, o colo da vovó estava sempre pronto para abrigar, o sorriso do vovô estava sempre a mostra quando enchíamos o ambiente de uma bagunça saudável infantil.

Sorrisos

quarta-feira, 7 de maio de 2014


Catorze anos!
Faz todo esse tempo que me encontrei, perdendo-me no seu sorriso.
Lembrei de mim, uns momentos antes de te conhecer: tão cansada de acreditar em teorias sobre almas gêmeas; de idealizar uma metade que encaixasse perfeitamente; prestes a aceitar a versão menos romântica de que o amor se deve basear em amizade, apenas, sem brilhos nos olhos, sem minutos contados e borboletas no estômago...

Presente do tempo

terça-feira, 25 de março de 2014

http://curtacronicas.com/2014/03/20/presente-do-tempo/#comment-4159
 
Texto publicado no blog Curta Crônicas.
 
Pensando em como eu era antes e como eu sou depois de você, entendi os tempos do viver.
 
Eu era passado, vivia de uma saudade de coisas que se foram.Sem caminho certo, sem a sua mão para me guiar, era sempre mais seguro – e mais bonito – olhar para trás. Vivi de lembranças e de um pensamento inútil, feito de “Como seria se…”.
 
Mas isso porque eu não tinha você! Meu presente era insosso, meu futuro era incerto e no passado eu era imagens…
 


Certa noite

sexta-feira, 11 de outubro de 2013


Meu avô Noé faz 99 anos nessa semana.

Ele sempre disse que chegaria aos 100. Faleceu da maneira mais calma e bonita que se pode imaginar aos 88: no seu sítio, nos braços da sua amada Encarnação, minha avó.

O vô Noé era uma pessoa de muita paz de espírito, conseguia controlar seu corpo e sua mente de maneira extraordinária. Foi ele quem escolheu a hora e a maneira de partir desse plano, eu tenho certeza. No último final de semana junto a ele, na despedida, fui duas vezes lhe dar um beijo, não sei por quê, e ele sorriu olhando-me nos olhos:

-Tchau fia! – foi diferente.

O Salto

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013



Mergulhada em afazeres e planos, o ano promete ser corrido e cheio de acontecimentos. Por consequência são esperadas algumas realizações também. São sonhos e esperanças de grandes realizações pessoais e profissionais.

Sobre o livro em si, da idéia de escrever um livro sobre o início do relacionamento, que fora bem conturbado, com meu esposo, nasceram velhos pensamentos e acontecimentos que estavam guardados embaixo de todo pó e bagunça do dia-a-dia desses anos que se passaram. A cada cena revivida, uma nova foi puxada: frases, idéias, planos e pequenos gestos, todos trazidos a tona. Desse emaranhado de coisas trazidas ao presente, foi-se esticando um enorme fio de uma história muito maior que a recordada até então. De um ano planejado para ser contado em um livro, eis que estou em duas semanas contadas em mais ou menos trezentas páginas, levando-me a um fim que me surpreendeu! Como é possível isso? Não posso contar ainda, para não estragar a surpresa da história real e íntima que venho contando. Tão íntima que vem me revelando muita coisa. Minha memória tem agido como uma melhor amiga que faz questão de contar e recontar detalhes, fazendo caras e bocas, mostrando de vários ângulos e pontos de vista, pedindo minha compreensão, minha opinião.

Terapia do amor

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012


Photo from: http://www.diariodecasal.com.br/posts/o-tempo-e-o-melhor-amigo-do-amor-e-das-relacoes-em-geral/


Num casamento, uma das coisas mais importante é saber renovar e manter a paixão entre o casal. Com o tempo, nos acostumamos com a presença daquela pessoa que nos tirava o ar e fazia tudo parecer iluminado logo que víamos. Não me entendam mal, ainda espero ansiosa o final do dia de trabalho e meu coração ainda dispara de felicidade ao ver o carro estacionando na frente da casa e se tem algo que fazemos muito bem, é isso: manter a paixão acesa. Mas é algo se deve-se lembrar de cuidar, uma florzinha delicada que precisa da luz, da chama, para despertar todos os dias.

Voltas na calçada.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012



Sonhei com a infância no Brasil. Minha infância de “Sítio do pica-pau amarelo”, no sítio dos meus avós,  lugar onde todos os finais de semanas e férias, eu, meu irmão e meus primos, criávamos aventuras incríveis dentro de um mundo mágico e cheio de poderes sobrenaturais. 


O sítio era o mundo onde existiam portais para outros planetas, monstros, fadas, fantasmas, anjos e o bicho que tínhamos mais medo: O bicharraco. O bicharraco foi inventado pela minha avó, para que entrássemos na casa quando estava para escurecer e ela já havia gritado dez vezes, ouvindo sempre como resposta "mais um pouquinho", "já vai"... Então ela gritava - Olha o bicharraco! - e nós voávamos para dentro, com medo até de olhar pra trás.

Acorda Hungria!

terça-feira, 24 de julho de 2012




E enquanto o barco segue em frente no Danúbio, os húngaros seguem olhando para trás...

Amo a Hungria e adoro os húngaros, antes de mais nada, para deixar bem claro, mas as vezes eles  são criaturas bem estranhas e me deixam louca... Esse texto é apenas um desabafo e eu o fiz justamente porque sinto-me parte da Hungria, já tenho essa terra em tanta estima que começo a me revoltar e ficar indignada com certas atitudes.

A máquina do tempo.

sexta-feira, 15 de junho de 2012



Comecei a escrever meu livro.

Deixei um pouco de navegar pela internet, enxerguei que escrever um livro não é uma das coisas que da pra fazer de pouquinho, e mergulhei no meu passado. Coloquei muita coisa de lado para entrar na máquina do tempo da escrita. E a viagem promete!


Esperava apenas contar minha história, mas em poucas páginas digitadas, ja percebo que além de contar, estou revendo tudo com novos olhos, como uma espectadora atônita com cada fato, como se não soubesse a continuação, sempre me surpreendendo com o que é descrito e contado. Aparecem sentimentos de dentro de mim, que eu não enxerguei da primeira vez que passei por ali, estava muito ocupada olhando para meus objetivos, e estou enxergando agora, realmente analisando cada ação e suas reações. Revivendo tudo de uma maneira diferente, reavaliando minha atitude sobre a vida. Mergulhar no meu passado promete ser uma viagem maravilhosa, cheia de aprendizados e encantamento, redescobrindo eu mesma, meus medos e meus desejos.