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Meia vida de inteiros

quinta-feira, 17 de maio de 2018


 
E, de repente, faz 18 anos que te conheci, com 18...

A coleção

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

 
Morar longe do lugar em que crescemos, viver fora do país onde nascemos, implica em muitas surpresas com a maneira que pensamos e usamos as lembranças. Para a sobrevivência, é necessário que se enxergue o melhor em cada detalhe, é imprescindível que o lado positivo seja tirado, nem que forçadamente, uma lasquinha...

Janela em Budapeste

quarta-feira, 26 de julho de 2017

 



Quando a vida está acontecendo de maneira peculiar, com novas aventuras e decisões, o tempo para descrevê-la se reduz proporcionalmente.
 
Muitas vezes me arrependo por não ter escrito minha história de amor enquanto acontecia. Teria facilitado a escrita do meu livro Grãos de Areia e sua continuação, que ainda se encontra em fase de criação. Mas em momentos como o que estou vivendo, recordo-me do porquê de não ter escrito: eu tinha que vivê-lo!

Zsombor

sexta-feira, 11 de novembro de 2016


Na Hungria existe o costume de se comemorar o dia do nome. Cada dia possui um ou dois nomes para se comemorar. Karolina, por exemplo, é a versão húngara para o meu nome e é comemorado no dia 2 de fevereiro, Hunor (meu filho caçula) é comemorado no dia 10 de setembro. E no dia 8 de novembro, nesta semana, comemoramos o dia do nome Zsombor, nome do meu marido e do meu filho mais velho.

É inevitável pensar no que esse nome significa pra mim.

Para capturar a felicidade

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

 
 
Adquiri essa “mania” de buscar a felicidade. Na verdade, em grande parte, creio que ela se encontre no costume de aceita-la, sabe-la, enxerga-la no cotidiano. No entanto, passamos períodos onde ela se encontra encoberta, principalmente quando esse céu cinza e insistente resolve pairar por nossas cabeças durante muito tempo. O final do inverno é quase um final de maratona. Os dias frios são suportados com dificuldade e ansiedade para que chegue a primavera. Uma brasileira otimista, como eu, pode ter mais trabalho nessa época do ano e a inspiração, juntamente com a energia, encontram-se lá com o sol, acenando de longe, as vezes aparecem, mas não esquentam de verdade... É preciso de algo mais para atraí-las.

Brincando com o tempo

terça-feira, 6 de janeiro de 2015



As crianças e o tempo. Eles têm uma relação totalmente diferente da nossa, de adulto, que mal vemos as horas passarem. Quando percebemos o dia já acabou, numa piscada lá se foi a semana, o ano... anos...

O tempo espera a criança, como se apreciasse cada brincadeira e sonho que cabe nos intermináveis segundos que, para ela, preenchem um minuto. Em um ano cabe uma vida inteira de histórias e aventuras, uma vida muito longa para que o começo seja lembrado. Não são eles que olham as horas, são as horas que os admiram, boquiabertas e paradas, lentas e despreocupadas, apenas curtindo aquela risada estridente ou a pérola que acaba de ser dita. E quantas pérolas... As crianças têm pensamentos incríveis! Livres de todos os padrões impostos pela lei do homem ou da natureza.

Declaração

quinta-feira, 11 de setembro de 2014


"Num final de semana, como outro qualquer, num almoço, como tantos outros que temos, eu, meu marido e meus dois filhos, de 5 e 7 anos, conversávamos sobre namoro.

Meu filho mais novo diz ter umas 10 namoradas na escolinha. Todas elas fazem desenhos pra eles, ele leva flores para elas… aquele namorinho ingênuo e puro de criança. Rimos muito com o jeitinho de conquistador deles. O mais velho está entrando na fase em que se afastam um pouco das meninas, mas ainda mantém uma ou duas que admira e que devemos pensar muito no presente pra levar à festa de aniversário (a última ganhou um diário e um vasinho de flores)."

Eles começaram a falar sobre a idade que queriam se casar e o tipo de esposa, ríamos com os comentários e incentivávamos as boas visões sobre o assunto, corrigíamos as ideias não tão boas – como a de se casar com 10, porque gosta de tantas hoje - quando meu marido deu-lhes um conselho:

- Prestem atenção – disse ele – o mais importante a se procurar na pessoa que você escolhe pra viver a seu lado é que ela seja sua melhor amiga... além de ser apaixonado por ela, claro. – sorriu pra mim - Eu desejo que vocês encontrem alguém, assim como sua mãe é para mim. Se vocês encontram a pessoa certa, como eu, não deixem nada ficar no caminho, ultrapassem o obstáculo que for, porque se você está do lado dela, nada pode dar errado na vida.

Ao ouvir suas palavras sinceras e ver os olhinhos das crianças numa atenção incomum e extremamente concentrada, interessada, uma lágrima escorreu pelo meu rosto e um sorriso emotivo trouxe outras em questão de segundos, no silêncio repleto de significados que se fez.

Nada pode dar errado na vida, ele tem razão.

Naquela mesa estava tudo o que me importa e, mais uma vez, fui grata a todas as lutas do meu passado, todas as vezes que cometi “loucuras” para ultrapassar barreiras e concretizar esse amor maluco nosso, grata por todas as escolhas acertadas que me trouxeram aqui. Meu coração cresceu até que eu pudesse senti-lo fora do peito, pulsando naqueles três homens da minha vida.

E ali estavam todos os significados da palavra amor, em olhares felizes e minhas lágrimas. Um “obrigada” que nem precisou ser dito, pois que ele expressava o mesmo em sorrisos.

Bendita seja essa minha loucura, toda teimosia e a sorte de ter topado com alguém tão obcecado pelo romantismo quanto eu!


A casa

quarta-feira, 6 de agosto de 2014


 
A casa onde tudo era possível, onde a infância parecia eterna, o colo da vovó estava sempre pronto para abrigar, o sorriso do vovô estava sempre a mostra quando enchíamos o ambiente de uma bagunça saudável infantil.

Sorrisos

quarta-feira, 7 de maio de 2014


Catorze anos!
Faz todo esse tempo que me encontrei, perdendo-me no seu sorriso.
Lembrei de mim, uns momentos antes de te conhecer: tão cansada de acreditar em teorias sobre almas gêmeas; de idealizar uma metade que encaixasse perfeitamente; prestes a aceitar a versão menos romântica de que o amor se deve basear em amizade, apenas, sem brilhos nos olhos, sem minutos contados e borboletas no estômago...

Certa noite

sexta-feira, 18 de abril de 2014


 
"Certa noite,tive um sonho. Foi um sonho tão vivo, que carrego como lembrança de algo que vivi. E qual a diferença entre uma lembrança vivida e uma sonhada?"

http://curtacronicas.com/2014/04/17/certa-noite/
 
Texto publicado no blog Curta Crônicas.
 
Para ler a continuação, clique AQUI.

Grata por ajudar.

quarta-feira, 17 de julho de 2013


Desde criança, um dos meus passatempos preferidos é apoiar as pessoas, ouvir e, se puder, ajudar a achar a melhor saída para um problema.

Não estou escrevendo sobre isso para mostrar a pessoa super legal que eu sou, resolvi escrever porque creio que muita gente não entenda esse meu comportamento. A maioria das pessoas não sabe o bem que isso faz A MIM! Talvez eu possa dizer que ajudo por egoísmo, porque me faz bem.

Enloucrescendo

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013



Desde sempre - talvez por minha mania com filmes românticos, letras de música melosas e poesias ou simplesmente pela natureza romântica de minha essência – fui inclinada a acreditar em destino. Coincidências e fatos secos nunca tiveram crédito em meu vocabulário, o que pode vir a me dar um título comum de sonhadora. Por algum motivo, sempre acreditei na magia da vida como explicação para tudo o que acontece e no amor, como função maior da existência humana. Que missão poderia ser maior do que aprender a amar e ser amada? Carreira? Não, nunca acreditei na carreira como parte do plano de vida e sim como instrumento para alcançar o que realmente importa. Os céticos que me perdoem, mas, como porta-voz dos sonhadores, tomo a carreira como peça de importância inferior a procura e dedicação ao grande amor. Sim, grande amor, daqueles que parecem até bobos e exagerados aos olhos desses mesmos céticos, mas que converte em um segundo, esses mesmos olhos,  ao mergulhar acidentalmente em outros com tal sentimento.

O Salto

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013



Mergulhada em afazeres e planos, o ano promete ser corrido e cheio de acontecimentos. Por consequência são esperadas algumas realizações também. São sonhos e esperanças de grandes realizações pessoais e profissionais.

Sobre o livro em si, da idéia de escrever um livro sobre o início do relacionamento, que fora bem conturbado, com meu esposo, nasceram velhos pensamentos e acontecimentos que estavam guardados embaixo de todo pó e bagunça do dia-a-dia desses anos que se passaram. A cada cena revivida, uma nova foi puxada: frases, idéias, planos e pequenos gestos, todos trazidos a tona. Desse emaranhado de coisas trazidas ao presente, foi-se esticando um enorme fio de uma história muito maior que a recordada até então. De um ano planejado para ser contado em um livro, eis que estou em duas semanas contadas em mais ou menos trezentas páginas, levando-me a um fim que me surpreendeu! Como é possível isso? Não posso contar ainda, para não estragar a surpresa da história real e íntima que venho contando. Tão íntima que vem me revelando muita coisa. Minha memória tem agido como uma melhor amiga que faz questão de contar e recontar detalhes, fazendo caras e bocas, mostrando de vários ângulos e pontos de vista, pedindo minha compreensão, minha opinião.

Renúncias

quinta-feira, 11 de outubro de 2012


photo from: http://cdn1.patricinhaesperta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Liberdade1.jpg

Não quero uma vida de renúncias, quero uma vida de escolhas!

Não renuncio a nenhuma possibilidade e sempre escolho o que me parece melhor, o que me faz mais feliz, mais inteira, o que me deixa mais possibilidades para chegar as outras opções desejadas também.

A felicidade de um grupo (uma família, uma sociedade), começa sempre pela própria. Só quem é feliz, pode espalhar felicidade. Assim como, só quem sabe, pode espalhar sabedoria. Renúncia é arma para exércitos comandados, para soldados que aprendem a fazer o que mandam, até matar sem pensar. Eu não renuncio à minha opinião, à minha vontade própria.

Carta aos meus dedos.

sexta-feira, 6 de julho de 2012



Raso, sem emoção, vazio...

Onde foi parar minha inspiração? Meu jeitinho de escrever emocionando?

Hoje deveria publicar um texto, toda sexta logo de manhã sai um novo texto, mas recuso-me a publicar outro sem emoção, sem cooperação especial de meus dedos falantes...

Textos ditados pela cabeça... são bobos, não dizem nada, um bla bla bla que desanima de ler. Onde foram parar as palavras que me faltam?

Nua e Crua.

terça-feira, 15 de março de 2011

Criar um blog na internet não foi uma tarefa tão fácil quanto pensei que seria. As dificuldades vão além dos obstáculos colocados pela falta de conhecimento na área.
Foram algumas horas tentando descobrir como funcionava e mais outras horas pra deixar do jeito que eu queria. Escolher papel de parede, fazer o papel ficar ali, onde foi escolhido, pausas para respirar fundo, entrei numas dez janelas que me levavam ao mesmíssimo lugar e parei de bater no meu teclado assim que percebi que havia perdido a cabeça... respira... meu perfil não ficava do jeito que eu queria e voltei umas três vezes a estaca zero... sentia minha face queimar... não é possível, todo mundo tem blog e nem precisa de diploma! Não conseguia fazer com que meu texto, já prontinho e esperando, ficasse no seu devido espaço, fui obrigada a xingar a porcaria de tecnologia incompreensível e inútil, quando na verdade era eu que precisava de um tapa na cabeça...

Medo medo medo...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Escrever, escrever... Só pensei em escrever e deixar que os outros leiam meus pensamentos e confissões mais íntimos. Decidi ser escritora e descobri que seria terrivelmente feliz com essa decisão. Que idéia brilhante! Palavras impressas e lidas... realmente uma vida glamurosa... Sempre amei escrever pra mim mesma, ou simplesmente para animar minhas amigas, para contar minhas aventuras e idéias malucas... Mas não tinha parado pra pensar o quanto seria difícil realizar essa decisão... Como ser uma escritora? Por onde começar?

O começo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Toda minha vida tive como fato irrevogável que uma de minhas paixões é escrever.
Lembro-me de imaginar como seria bom escrever um livro e, antes mesmo de aprender o ABC, eu fazia intermináveis rabiscos no papel, imitando uma escrita. E que lindo, que harmônico e calmante era ver aquele desenho! Meu livro...