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Tio Darwin

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

 



    O natal, na minha família, sempre foi um evento especial, com várias tradições criadas ao longo dos anos. Uma das tradições, era o que dava início ao clima de natal: a chegada do tio Darwin.

Já se sentia assim

terça-feira, 30 de junho de 2020


“Ela queria estar feliz e já se sentia assim.” Diz o livro “A Abadia de Northanger”, de Jane Austen, ao descrever a chegada de sua personagem principal, Catherine, ao seu destino.


Se eu tivesse mais alma...

terça-feira, 1 de outubro de 2019



Pegamos uma gripe daquelas!

As crianças não costumam ficar doentes, são fortes e passam anos sem faltar uma vez na escola por adoecerem, porém, na sexta-feira retrasada, Zsombi ficou em casa, quase com uma febre - o que pra ele é um indicativo de que o vírus foi forte. Não demorou muito para que Zsombor sentisse uma dor de garganta, devidamente ignorada, emendando com uma festa ao relento, comendo “pörkölt” apimentado, em volta da fogueira na casa do Matyi.

Resultado: uma semana de gripe para nós dois.

Carta para uma adolescente

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018



Querida Carol adolescente,

        Aqui quem te escreve é você mesma, aos 40 anos. Você deve ter me imaginado velha nesse momento, pois nem completou a metade disso ainda, mas posso te garantir que os anos mais felizes da sua vida estão por vir e você se sentirá tão bem aos 40, que não terá o desejo de ser mais nova. Na verdade, você está agora no período mais confuso e difícil da sua vida e é por esse motivo que te escrevo hoje.
        
        Você tem uma vida feliz, com uma família maravilhosa, sem reais problemas financeiros, e tem amigos que irão permanecer até os dias de hoje. Tem pouco do que reclamar, em geral, mas sofre... sofre como todo adolescente.

A coleção

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

 
Morar longe do lugar em que crescemos, viver fora do país onde nascemos, implica em muitas surpresas com a maneira que pensamos e usamos as lembranças. Para a sobrevivência, é necessário que se enxergue o melhor em cada detalhe, é imprescindível que o lado positivo seja tirado, nem que forçadamente, uma lasquinha...

O melhor lugar no mundo

quarta-feira, 4 de outubro de 2017



Cada um tem uma visão diferente sobre o que é um lugar bom para se viver e desde que me mudei para a Hungria, ouço muito sobre ser uma pessoa de sorte. Não nego, amo esse país, mas o mais engraçado é que ouço dos húngaros justamente o contrário: - Sério que você deixou o BRASIL pra morar aqui?

Zsombor

sexta-feira, 11 de novembro de 2016


Na Hungria existe o costume de se comemorar o dia do nome. Cada dia possui um ou dois nomes para se comemorar. Karolina, por exemplo, é a versão húngara para o meu nome e é comemorado no dia 2 de fevereiro, Hunor (meu filho caçula) é comemorado no dia 10 de setembro. E no dia 8 de novembro, nesta semana, comemoramos o dia do nome Zsombor, nome do meu marido e do meu filho mais velho.

É inevitável pensar no que esse nome significa pra mim.

Os dilemas de Hunor

quarta-feira, 21 de outubro de 2015


 
Hunor, meu filho caçula, é puro sentimento. As pessoas vivem dizendo que ele tem alma de artista. Ele tem muito interesse por música, teatro, filmes, dança... e vive a sonhar.

Brasil, uma breve visita.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015



E um mês nunca passou tão rápido quanto este...

Em julho, depois de mais de 2 anos, finalmente visitei meu Brasil, minha cidade, minha linda família e meus muitos amigos.

Normalmente, em minhas visitas ao Brasil, os dias de semana passam tranquilos e os finais de semana são sempre cheios de encontros entre família e amigos. Dessa vez, foi um pouco diferente, pois tratou-se de uma nova fase em minha vida: eu escritora, realizando meu sonho e trabalhando muito para isso.

Despedida

segunda-feira, 30 de março de 2015


 
Mais uma vez chega a hora da despedida... Coração apertado, choro preso (já é bem difícil pras crianças com nossos sorrisos, imagina se soltamos as lágrimas!), um sentimento de vazio de quem vai se afastando de um pedacinho de si. As crianças pediram para que a vovó ficasse e disseram mil vezes “Eu te amo”, no último beijo. Perguntaram quando é que nós vamos ao Brasil e ainda não pudemos dar uma data certa (faz dois anos que não vamos)...

Brincando com o tempo

terça-feira, 6 de janeiro de 2015



As crianças e o tempo. Eles têm uma relação totalmente diferente da nossa, de adulto, que mal vemos as horas passarem. Quando percebemos o dia já acabou, numa piscada lá se foi a semana, o ano... anos...

O tempo espera a criança, como se apreciasse cada brincadeira e sonho que cabe nos intermináveis segundos que, para ela, preenchem um minuto. Em um ano cabe uma vida inteira de histórias e aventuras, uma vida muito longa para que o começo seja lembrado. Não são eles que olham as horas, são as horas que os admiram, boquiabertas e paradas, lentas e despreocupadas, apenas curtindo aquela risada estridente ou a pérola que acaba de ser dita. E quantas pérolas... As crianças têm pensamentos incríveis! Livres de todos os padrões impostos pela lei do homem ou da natureza.

Um chá com o passado

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

http://curtacronicas.com/2014/10/27/um-cha-com-o-passado/
 
"Todos nós temos um tipo de “máquina do tempo”, alguma coisa que nos remete instantaneamente à outra época, com um simples contato, cheiro, imagem, som ou gosto.
 
Temos, na verdade, várias dessas máquinas, uma para cada momento da vida e cada uma tem sua própria intensidade, seu próprio espaço na linha do tempo."


Texto postado no blog Curta Crônicas.
 
Para ler o texto completo, CLIQUE AQUI.

A casa

quarta-feira, 6 de agosto de 2014


 
A casa onde tudo era possível, onde a infância parecia eterna, o colo da vovó estava sempre pronto para abrigar, o sorriso do vovô estava sempre a mostra quando enchíamos o ambiente de uma bagunça saudável infantil.

Tique-taques

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

 
Tirei férias de mim mesma, de escrever, de ser adulta e mãe o tempo todo... Recebi a visita da minha mãe e voltei a ser filha, no breve e valioso tempo contado de sua presença. Foram três semanas de mimos intensos, de conversas longas com a melhor amiga, que ela sempre foi, filmes e séries que sempre adoramos ver juntas, passeios, cafés, risos, confissões, conselhos...  

Assim que ela saiu pela porta da frente, um vazio imenso tomou conta da casa, tomou conta de mim. Coloquei-me a pensar no azar de viver longe dos meus pais, da minha família toda, e o dia todo se escureceu.
Despedida. Lágrimas. Solidão. Eu e o relógio.

Certa noite

sexta-feira, 11 de outubro de 2013


Meu avô Noé faz 99 anos nessa semana.

Ele sempre disse que chegaria aos 100. Faleceu da maneira mais calma e bonita que se pode imaginar aos 88: no seu sítio, nos braços da sua amada Encarnação, minha avó.

O vô Noé era uma pessoa de muita paz de espírito, conseguia controlar seu corpo e sua mente de maneira extraordinária. Foi ele quem escolheu a hora e a maneira de partir desse plano, eu tenho certeza. No último final de semana junto a ele, na despedida, fui duas vezes lhe dar um beijo, não sei por quê, e ele sorriu olhando-me nos olhos:

-Tchau fia! – foi diferente.

O Salto

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013



Mergulhada em afazeres e planos, o ano promete ser corrido e cheio de acontecimentos. Por consequência são esperadas algumas realizações também. São sonhos e esperanças de grandes realizações pessoais e profissionais.

Sobre o livro em si, da idéia de escrever um livro sobre o início do relacionamento, que fora bem conturbado, com meu esposo, nasceram velhos pensamentos e acontecimentos que estavam guardados embaixo de todo pó e bagunça do dia-a-dia desses anos que se passaram. A cada cena revivida, uma nova foi puxada: frases, idéias, planos e pequenos gestos, todos trazidos a tona. Desse emaranhado de coisas trazidas ao presente, foi-se esticando um enorme fio de uma história muito maior que a recordada até então. De um ano planejado para ser contado em um livro, eis que estou em duas semanas contadas em mais ou menos trezentas páginas, levando-me a um fim que me surpreendeu! Como é possível isso? Não posso contar ainda, para não estragar a surpresa da história real e íntima que venho contando. Tão íntima que vem me revelando muita coisa. Minha memória tem agido como uma melhor amiga que faz questão de contar e recontar detalhes, fazendo caras e bocas, mostrando de vários ângulos e pontos de vista, pedindo minha compreensão, minha opinião.

Voltas na calçada.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012



Sonhei com a infância no Brasil. Minha infância de “Sítio do pica-pau amarelo”, no sítio dos meus avós,  lugar onde todos os finais de semanas e férias, eu, meu irmão e meus primos, criávamos aventuras incríveis dentro de um mundo mágico e cheio de poderes sobrenaturais. 


O sítio era o mundo onde existiam portais para outros planetas, monstros, fadas, fantasmas, anjos e o bicho que tínhamos mais medo: O bicharraco. O bicharraco foi inventado pela minha avó, para que entrássemos na casa quando estava para escurecer e ela já havia gritado dez vezes, ouvindo sempre como resposta "mais um pouquinho", "já vai"... Então ela gritava - Olha o bicharraco! - e nós voávamos para dentro, com medo até de olhar pra trás.

O pequeno livro da essência

sábado, 14 de julho de 2012



Letras, palavras, frases, um código desconhecido e intrigante, remetendo a outros tempos, outros lugares, aventuras, sonhos, fantasias...

Vejo meu filho pra lá e pra cá, dia após dia, com um livrinho ou outro na mão. Ele senta-se na poltrona ao lado da estante de livros, pega um dos novos gibis do Tintin (papai comprou todos que viu pela frente, já que os meninos gostaram tanto) e começa a brincar de ler. Aos quase quatro anos de idade eu reconheço nele a vontade de ler que eu tinha, o interesse pelos códigos misteriosos que revelam incríveis estórias, segredos guardados somente para quem os sabe ler.

Alguns momentos.

sexta-feira, 22 de junho de 2012



Fim de junho, 23 e 26... Quanto a gente esperava essa data quando crianças, não é?

Ter as datas tão próximas e compartilhar a festa, nos deu a oportunidade de aprender e planejar juntos. Nós planejávamos tudo, lembra?

Ficávamos o ano inteiro pensando em que tema seria a nossa festa de aniversário e depois comunicávamos à mãe, que preparava todos os enfeites sozinha e ainda fazia bolo com cara de pato Donald e Margarida, ou qualquer outra coisa que pedíssemos... Não tínhamos idéia de quanto trabalho dava, e o quanto era especial o que ela fazia por nós, pra gente era natural tudo enfeitado no aniversário.

Amanhã, só amanhã.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Um vazio, uma certa falta de inspiração, falta de algo... De um lugar? De alguém? Talvez, uma amiga pra sair e dar risada, falta de ambientes barulhentos, gargalhadas altas, histórias contadas com mãos, caras e bocas e som alto, programações, festas, churrascos e sons de futebol...