A casa onde
tudo era possível, onde a infância parecia eterna, o colo da vovó estava sempre
pronto para abrigar, o sorriso do vovô estava sempre a mostra quando enchíamos
o ambiente de uma bagunça saudável infantil.
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Certa noite
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Postado por Carol Szabadkai
"Certa noite,tive um sonho. Foi um sonho tão vivo, que carrego como lembrança de algo que vivi. E qual a diferença entre uma lembrança vivida e uma sonhada?"
Texto publicado no blog Curta Crônicas.
Para ler a continuação, clique AQUI.
Certa noite
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Postado por Carol Szabadkai
Meu avô Noé faz 99 anos nessa semana.
Ele sempre disse que chegaria aos 100. Faleceu da
maneira mais calma e bonita que se pode imaginar aos 88: no seu sítio, nos
braços da sua amada Encarnação, minha avó.
O vô Noé era uma pessoa de muita paz de
espírito, conseguia controlar seu corpo e sua mente de maneira extraordinária.
Foi ele quem escolheu a hora e a maneira de partir desse plano, eu tenho
certeza. No último final de semana junto a ele, na despedida, fui duas vezes
lhe dar um beijo, não sei por quê, e ele sorriu olhando-me nos olhos:
-Tchau fia! – foi diferente.
Sonhos de insônia
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Postado por Carol Szabadkai
De malas fechadas e espírito alvoroçado, preparo-me para
mais uma viagem de volta às raízes.
Há um ano atrás eu fazia o mesmo percurso até o Brasil,
porém com pouco menos ansiedade que hoje. Essa ansiedade não se encontra no
medo de avião, ou nas vinte e quatro horas de correria, de casa ao aeroporto,
de um aeroporto a outro, depois mais outro e novamente de carro até em casa,
tudo com duas crianças para acompanhar - hoje ainda tem o marido de quebra,
para tranquilizar. Não é isso que me tira o sono e faz pensar de madrugada,
quando o som do resto do mundo é menor que os da minha cabeça e qualquer
pensamento transforma-se em altos gritos para me alertar. Dessa vez, gritam
esperanças de um começo, de uma estréia.
Voltas na calçada.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Postado por Carol Szabadkai
Sonhei com
a infância no Brasil. Minha infância de “Sítio do pica-pau amarelo”, no sítio dos
meus avós, lugar onde todos os finais de
semanas e férias, eu, meu irmão e meus primos, criávamos aventuras incríveis dentro de um mundo mágico e cheio de poderes sobrenaturais.
O sítio era o mundo onde existiam portais para outros planetas, monstros, fadas, fantasmas, anjos e o bicho que tínhamos mais medo: O bicharraco. O bicharraco foi inventado pela minha avó, para que entrássemos na casa quando estava para escurecer e ela já havia gritado dez vezes, ouvindo sempre como resposta "mais um pouquinho", "já vai"... Então ela gritava - Olha o bicharraco! - e nós voávamos para dentro, com medo até de olhar pra trás.
Ser pai.
domingo, 12 de agosto de 2012
Postado por Carol Szabadkai
Pai, para
cada um traz um significado, um sentimento, uma lembrança diferente.
Pra mim, vem
com muitos significados maravilhosos, sentimentos gratificantes e lembranças
únicas, com os exemplos lindos do pai que foi meu avô, dos pais que, para mim, sempre
foram meus tios, do meu paizão - que arranjava tempo para brincar conosco,
soltar pipa, fazer piada, ler estórias imitando a vóz dos personagens, que deu
exemplos de honestidade e de que, sim, é possível vencer na vida por caminhos
éticos e que sempre se derreteu com meus abraços e beijos, não conseguindo,
assim, dizer não, nem quando não estava morrendo de vontade de me levar e
buscar da discoteca as quatro da madrugada - e do pai que meu marido se tornou.
Do que a felicidade é feita?
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Postado por Carol SzabadkaiSorte ou coragem? E essas são tão diferentes assim, ou podem ser confundidas? Creio que esses dois fatores causem sim confusão na cabeça de muita gente, apesar de sua definição tão distinta.
Sorte é algo que te acontece, independente de suas decisões, ela simplesmente vem e arruma sua vida, faz todo o trabalho, sem que você precise se preocupar, ou pegar responsabilidade. Parece-me algo bem fictício, como conto de fadas ou estória de pescador, mas é algo bonito de se acreditar e desejar. Quem não deseja sorte? Já a coragem, depende totalmente de você e de suas ações. A coragem é a virtude de quem pega as rédias da vida na mão e não deixa nos braços da sorte, com sua incerteza perfeita. A coragem é se responsabilizar por quem você é e ditar os caminhos de sua vida, saber que tudo o que ocorreu é resultado de suas ações e predisposições.
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No livro da vida.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Postado por Carol SzabadkaiPara variar eu estava pensando na vida, na minha, na da minha família, na do resto do mundo e no que o mundo pensa da minha vida. Pensei também sobre as coisas que escrevo ou falo, sempre tão otimistas. Sou mesmo esse poço de otimismo? Essa sorte ambulante que tem uma vida perfeita? Eu abro meu livro para o mundo com que conteúdo?
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