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Voando alto

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020



A contagem regressiva para o final do ano; a expectativa de um recomeço... Por que isso importa? Por que não fechar ou começar algo a qualquer momento? Qual a necessidade de esperar aquela data durante dias ou até meses? O que um novo número traz de real, palpável?

Meia vida de inteiros

quinta-feira, 17 de maio de 2018


 
E, de repente, faz 18 anos que te conheci, com 18...

A russa

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

 

 
Tenho o costume de me imaginar no lugar de outras pessoas, principalmente em situações peculiares, quando alguém me chama a atenção, e esse exercício muitas vezes acaba virando uma reflexão, ainda mais quando a pessoa em questão tem algo de muito comum comigo.

É difícil assim mesmo

terça-feira, 28 de novembro de 2017


 
Muitas de nós, sonhou a vida toda com o príncipe encantado e para algumas, assim como eu, ele veio de um reino muito distante, trazendo consigo uma linda história de amor, mas também muitos obstáculos.

Grãos de Areia nascendo!

terça-feira, 3 de março de 2015


 
Sabe quando você está tão feliz que não cabe em si? Hoje é um dia assim!

Eu já tinha muitos motivos para estar feliz hoje, meu filho tirou notas boas na prova, o marido foi elogiado pelo maravilhoso trabalho como diretor de projeto, minha mãe chega hoje para me visitar, depois de 1 ano sem vê-la, daqui 2 dias completo 10 anos de casada com minha alma gêmea e melhor amigo... Mas aí vem aquela notícia que te transborda: meu livro está pronto para impressão!

E sabe quanta luta e insistência isso significa?

Dirigindo com um Gremlin.

sábado, 19 de outubro de 2013



Faz alguns anos que venho lutando com o monstro do medo de dirigir. Esse monstro não foi sempre assustador, nem sempre esteve lá, ele foi se instalando com o passar dos anos, vindo da falta de prática e muita falta de autoconfiança com a direção. Um medinho no começo, que foi crescendo até se transformar num monstro que toma conta da minha vida e assombra minha liberdade.

Sim, minha vida é regida muitas vezes por esse medo, pois ele decide que não posso sair a hora que quero, para fazer o que quero ou preciso, a menos que eu possa fazê-lo a pé ou com o marido na direção. Mas que atrevimento desse monstro malvado! Quem é que decide, afinal, a hora que eu devo fazer as coisas e como?

Depois de todo fim...

terça-feira, 10 de setembro de 2013


É com muita honra que anuncio fazer parte da equipe do "Curta Crônicas". Um blog feito por cronistas muito talentosos e que há algum tempo eu acompanho.

Minha estréia foi com a crônica "Depois de todo fim...". 

E tenho orgulho de dizer que a repercussão dela foi tão boa que essa crônica foi publicada no jornal impresso "Diário de notícias", de Linhares - ES. http://po1.dominiotemporario.com/Diariodenoticias/DN-101.pdf

Boa leitura!

Depois de todo fim...

Senti um espaço em branco, procurei pelo parágrafo após o ponto final e não o achei - justo eu que não sou de me deprimir, que na maioria das vezes enxergo o copo meio cheio, não soube o que fazer com a metade vazia. Um vento frio de beira de abismo, de neblina que turva a vista e faz diminuir o passo até quase parar, em função de pensar na direção a seguir, uma caneta apreensiva na mão do poeta, esperando por inspiração. Um vazio de fim de caminho, de começo de estrada desconhecida.

Entre o fim de uma jornada e o começo de outra, existe um espaço sem preenchimento, um intervalo reticente. É o bicho papão da maioria dos adultos, tira o sono e desespera, surge da boca do estômago e espalha-se pelo corpo num buraco negro de tensão, espalha-se pelo quarto, que fica tomado de sua presença, criando noites em claro. Fim... E agora?

Foi assim ao terminar a faculdade e ao perder o emprego, foi assim ao mudar de país e ter tanta coisa nova pra ver e fazer que, ao mesmo tempo, parecia não ter nenhuma opção... Mudar abriu espaço para toda uma nova vida, um vazio de princípio a ser preenchido com muita calma e atenção.

Foi no primeiro aniversário que passei sozinha, que me senti insignificante. Todo ano acostumada a viver grandes festas, ainda mais eu, que faço aniversário quase junto com meu irmão, que sempre dividi as comemorações com ele... Era uma data nossa! Uma data unida, uma festa em casa, feita pra comemorar o milagre da vida: os filhos de meus pais que marcavam presença no mundo. Sozinha não parecia tão importante para o mundo. Faltou-me a metade. Foi assim passar o natal longe, o carnaval, a festa junina e até o fim de semana sem churrasco e grande família... Tradições que mudam abrem espaço, criam uma necessidade de aderência a novos costumes. Abrem seus olhos para o mundo à procura de qualquer coisa que se possa adotar como sua. Colocam-te atenta às minúcias e aos porquês. Mudam sua opinião.

Ao mudar-me para a Hungria, abri um novo livro, inteirinho em branco. Construí-me em um universo paralelo. Levou muito tempo para sentir minha alma completa do jeito que é hoje, mas mesmo depois de muitos anos preenchendo espaços, um a um, com a nova vida húngara, nova vida de casada, depois com a vida de mãe – um tapa-buraco imenso, que deixa o coração tão grande que mal sobra espaço pra buraco negro entrar - às vezes topo com uma falha aberta, algo que ainda preciso preencher.

Não sei, por exemplo, como tapar o buraco de ter terminado de escrever meu livro. Ele estava cheio com ideias a serem transcritas, cheio de empolgação com a convivência dos fatos narrados... Foi uma vida paralela que acabou de uma hora para outra, em três letras: FIM. O que se faz depois do fim? Como se os dedos tivessem entrado em greve e assumido o sentido da última palavra, recusaram-se a começar um novo parágrafo, sobre qualquer tema que fosse. Fui abandonada nas páginas em branco da minha inspiração e bem lentamente procuro trazê-la de volta, convencendo-a de que há espaço depois das três letras fatais.

Boba como sou, sinto pequenos vazios até em coisas cotidianas, como o fim de um bom livro. Como é triste fechar a última página daquele livro que foi o melhor que li em meses! E como é triste pensar que sentirei um vazio por um bom tempo, ao ler outros que não irão me tocar da mesma forma! Meus relacionamentos com livros bons são duradouros, protelo o final lendo pouco por dia e apenas em dias de total concentração e dedicação a ele. Loucura? Não! Fuga do vazio!

Percebi que o ápice da realização é feito de uma grande alegria e seguido de uma maré de vazio inundando a alma. Algo parecido é o que as noivas sentem ao sair da igreja: anos de preparação e sonhos se foram com o buquê jogado para trás. Quanto maior o sonho realizado, maior a sensação de falta que ele faz. Os sonhos nos movem e é natural que aconteça uma parada ao chegarmos àquele destino. Nada de pânico! É hora de procurar novos objetivos, novos sonhos, novos caminhos.

O vazio. É inevitável senti-lo, pois sempre existirão espaços reticentes de fim da história, de sonhos realizados e mudanças bruscas, sempre haverá um espaço para um novo começo, para novos objetivos. Não há porque teme-lo, ele faz parte da nossa alma sem fundo, sem limites, ele é apenas uma pausa, o mensageiro do novo, algo para revoltar as águas paradas e fazer acontecer, é a folha em branco esperando por uma nova história: um poema, um romance, uma aventura... Pode escolher, a página é sua! Se está vazia, preencha!

FIM.

...

E agora? O que vai escrever?

 

Passo a passo.

quinta-feira, 27 de junho de 2013


Sigo com meus pequenos passos, calçando apenas 34. A distância do objetivo nunca me assustou, assusta-me não tê-lo.

E quantas vezes já me aconteceu de olhar pra frente e ver um ponto beeem distante, chamado de meta ou sonho?

Na bagagem: a força de vontade.

segunda-feira, 13 de maio de 2013


Texto publicado no blog Brasileiras pelo mundo.

"Mudar-se para um lugar diferente, se é bom ou ruim, é muito pessoal. Certas pessoas se apegam a um local, uma paisagem e passam a vida chorando porque tiveram que mudar de casa, outras trocam de endereço como quem troca de roupa, existe quem fale com tristeza do antigo endereço, tem quem fale com saudades e tem quem não ligue tanto para os caminhos percorridos e sim para seus destinos… Quanto ao novo endereço, existem as pessoas que se mudam de mau-humor, já pensando que vai odiar, as que são arrastadas chorando, tem as que vão numa boa, mas sem entusiasmo, tem as que vão cheias de sonhos e expectativas…"

Tudo mudou...

terça-feira, 2 de abril de 2013


Photo from: http://www.paixaoeamor.com/

“... e a partir daí, tudo mudou...”

A frase que muitas pessoas temem, que traz como companheiro o maior dos medos do ser humano: o desconhecido.

Mudanças sempre vem com ansiedade e preocupação, no entanto, também podem ser acompanhadas de libertação, de solução, de novos sonhos, sonhos realizados...

Ao mudarem, as coisas costumam parecer turvas, disformes, ameaçadoras... Os maiores e mais aterrorizantes monstros sempre foram aqueles que vem do escuro, os que não vemos ou só enxergamos as sombras, no jogo de luz que aumenta e molda em padrões alarmantes. A luz do sol não mata o vampiro porque o queima e sim, porque o exibi, mostrando que visto de perto, não assusta tanto assim. Do mesmo modo é mudar algo na vida, assim é mudar de vida. O imprevisto assusta e é preciso de coragem para vê-lo de perto.

Sonhos de insônia

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013


foto de http://www.gwoltal.myfastmail.com/files/Dreams%20Book

De malas fechadas e espírito alvoroçado, preparo-me para mais uma viagem de volta às raízes.

Há um ano atrás eu fazia o mesmo percurso até o Brasil, porém com pouco menos ansiedade que hoje. Essa ansiedade não se encontra no medo de avião, ou nas vinte e quatro horas de correria, de casa ao aeroporto, de um aeroporto a outro, depois mais outro e novamente de carro até em casa, tudo com duas crianças para acompanhar - hoje ainda tem o marido de quebra, para tranquilizar. Não é isso que me tira o sono e faz pensar de madrugada, quando o som do resto do mundo é menor que os da minha cabeça e qualquer pensamento transforma-se em altos gritos para me alertar. Dessa vez, gritam esperanças de um começo, de uma estréia.

Enloucrescendo

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013



Desde sempre - talvez por minha mania com filmes românticos, letras de música melosas e poesias ou simplesmente pela natureza romântica de minha essência – fui inclinada a acreditar em destino. Coincidências e fatos secos nunca tiveram crédito em meu vocabulário, o que pode vir a me dar um título comum de sonhadora. Por algum motivo, sempre acreditei na magia da vida como explicação para tudo o que acontece e no amor, como função maior da existência humana. Que missão poderia ser maior do que aprender a amar e ser amada? Carreira? Não, nunca acreditei na carreira como parte do plano de vida e sim como instrumento para alcançar o que realmente importa. Os céticos que me perdoem, mas, como porta-voz dos sonhadores, tomo a carreira como peça de importância inferior a procura e dedicação ao grande amor. Sim, grande amor, daqueles que parecem até bobos e exagerados aos olhos desses mesmos céticos, mas que converte em um segundo, esses mesmos olhos,  ao mergulhar acidentalmente em outros com tal sentimento.

O Salto

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013



Mergulhada em afazeres e planos, o ano promete ser corrido e cheio de acontecimentos. Por consequência são esperadas algumas realizações também. São sonhos e esperanças de grandes realizações pessoais e profissionais.

Sobre o livro em si, da idéia de escrever um livro sobre o início do relacionamento, que fora bem conturbado, com meu esposo, nasceram velhos pensamentos e acontecimentos que estavam guardados embaixo de todo pó e bagunça do dia-a-dia desses anos que se passaram. A cada cena revivida, uma nova foi puxada: frases, idéias, planos e pequenos gestos, todos trazidos a tona. Desse emaranhado de coisas trazidas ao presente, foi-se esticando um enorme fio de uma história muito maior que a recordada até então. De um ano planejado para ser contado em um livro, eis que estou em duas semanas contadas em mais ou menos trezentas páginas, levando-me a um fim que me surpreendeu! Como é possível isso? Não posso contar ainda, para não estragar a surpresa da história real e íntima que venho contando. Tão íntima que vem me revelando muita coisa. Minha memória tem agido como uma melhor amiga que faz questão de contar e recontar detalhes, fazendo caras e bocas, mostrando de vários ângulos e pontos de vista, pedindo minha compreensão, minha opinião.

Sonhando em vóz alta

sábado, 4 de fevereiro de 2012


Alguns sonhos só precisam ser ditos em vóz alta.
Há muito tempo que se esconde no coração uma vontade, algo que só você sabe que quer muito, que precisa. Essa vontade passa a todo minuto pela sua cabeça e em planos, vistos de mil ângulos, revela-se impossível. Porém esse é um dos maiores disfarces de um sonho, parecer impossível. É isso o que os sonhos fazem, escondem-se aos olhos dos céticos, fantasiam-se de absurdo e loucura.

Do que a felicidade é feita?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011


Sorte ou coragem? E essas são tão diferentes assim, ou podem ser confundidas? Creio que esses dois fatores causem sim confusão na cabeça de muita gente, apesar de sua definição tão distinta.

Sorte é algo que te acontece, independente de suas decisões, ela simplesmente vem e arruma sua vida, faz todo o trabalho, sem que você precise se preocupar, ou pegar responsabilidade. Parece-me algo bem fictício, como conto de fadas ou estória de pescador, mas é algo bonito de se acreditar e desejar. Quem não deseja sorte? Já a coragem, depende totalmente de você e de suas ações. A coragem é a virtude de quem pega as rédias da vida na mão e não deixa nos braços da sorte, com sua incerteza perfeita. A coragem é se responsabilizar por quem você é e ditar os caminhos de sua vida, saber que tudo o que ocorreu é resultado de suas ações e predisposições.

Nas reticências do amor.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Não consigo dormir, abro meus olhos e sinto sua respiração, quente e tranquila. Nunca gostei de respirar o mesmo ar que outras pessoas, quando criança costumava virar a cara quando dormia na cama com meus pais, ou meu irmão, ou primos, mas o ar que vem de você cheira algo entre chuva e manhã de primavera. Talvez seu perfume tenha sido feito especialmente para mim e por isso me embreaga e faz meu coração bater forte.

Eu sonho muito...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Meu trabalho tem virado pura obseção. Estou viciada em ter contato com as pessoas, estou viciada nos agradecimento que elas fazem e mais do que tudo, estou viciada em ajudá-las.

Começamos o Clube das mães e pais blogueiros com a simples idéia de dar umas dicas para que esses pais pudessem fazer um trabalho melhor com suas divulgações de causas, com a troca de informações e até mesmo na esperança de ajudar um ou outro a fazer disso um trabalho, podendo ficar em casa com o filho e ainda tirar um dinheiro com seu blog. Parece sonho, mas é perfeitamente possível, vendo alguns históricos por aí, no mundo das mães empreendedoras. No entanto esse projeto tem sido tão mais que isso!

Eu e o monstro

sexta-feira, 29 de julho de 2011

É essa ansiedade que venho sentindo... Ela me persegue e fica em meu calcanhar, tentando me abocanhar, me puxa com suas mãos gosmentas, tirando meu sono e provocando tremores. Tento pensar em outra coisa, mas não dá, está ali: tenho que fazer isso, tenho que fazer aquilo, será que consigo fazer isso e aquilo? Por que não posso fazer tudo com calma e segurança? Será isso mais um produto da minha falta de auto-confiança? Com certeza!
Gostaria de me livrar desse monstro que me persegue(a falta de auto-confiança), me atrapalha demais e segura em muita coisa que quero fazer, põe obstáculos e os deixa de um tamanho assustador. Queria, por exemplo, dirigir. Mas e a confiança? Racionalmente eu sei que não vou sair por aí batendo e atropelando tudo, sei apertar o acelerador e sei  brecar, então qual o problema? Bom, o medo não é racional, quando me coloco atrás do volante vem um pânico repentino, que toma conta de todo o meu raciocínio, ele anestesia meu cérebro e por consequência sinto meus braços formigarem, meu coração se assusta e quer sair correndo pela minha boca, aos galopes, e para que ele não saia, engulo seco e respiro como alguém que está com falta de ar, eu começo a tremer e tenho vontade de chorar e sair correndo. Tudo isso antes mesmo de ligar o carro. Quando ligo, respiro fundo e olho dez vezes pra cada lado, sem tirar o pé do freio, e penso - Tenho que sair, tenho que sair, ai meu Deus, tenho que sair! - E saio quando meu marido fala mais duro: Vai!
 Por quê? Não sei, é assim. Meu marido tem me obrigado a dirigir as vezes, mas odeio! Ele tem fé de que um dia vou agir normalmente, que vou enxergar que o que está nas ruas são carros e não tanques de guerra e que ninguém vem pra bater em mim - todos fazem o possível para não fazê-lo - e que minha neurose vai sumir. Será? Até melhorei, acredite se quiser, antes eu realmente chorava, não só sentia vontade, e as vezes parava no meio de tudo, numa crise de pânico e tínhamos que trocar de lugar. Hoje em dia só penso em chorar e desistir, mas dirijo, é uma grande conquista, eu morro de medo, mas faço. Já cheguei a dirigir em viagem, mas quase petrifiquei meu braço de tão forte que segurei o volante e de tanta tensão. Não houve problemas, mas o pânico não me deixa ver que tudo está indo bem e posso relaxar. É como se um alienígena me roubasse a razão e eu viro um zumbi amedrontado, guiada pelo medo e não por mim. No entanto, não é só essa a causa das minhas ansiedades...
Ultimamente tenho outras razões, outros medos... Começar algo, uma carreira, as vezes me deixa em estado de êxtase, as vezes em pânico total. Algumas vezes estou super animada, outras com vontade de fugir do mundo... Queria tanto ser mais confiante! Eu sei que sou capaz, mas ao mesmo tempo tenho o medo de não ser. Meu marido não vê esse medo e não sei se é normal, talvez seja produto do desconhecido apenas, mas tento não parecer uma louca instável e procuro me segurar nos pontos em que acredito. E eu acredito que posso. Apenas esse medo insensato que não ouve que sou capaz, por mais que eu grite! Ficam as ondas de arrepios, os pensamentos ruins e eu chacoalho a cabeça e digo os prós, numa luta com o monstro alienígena. É uma briga difícil, vai se arrastando por todos os "rounds".
Lembrei-me de quando comecei a escrever no blog. A primeira vez que exponho meus medos e angústias, sonhos e besteiras, tudo o que faz parte de mim, para o mundo poder julgar. Preparei-me para ouvir coisas que não me deixariam feliz, mas elas não vieram. Lembrei daquelas horas que deixei meu texto esperando antes de colocá-lo na net, com o mouse preparado em "postar"... eu imaginei o rosto de cada pessoa que poderia ler o texto e meu rosto ficou vermelho umas mil vezes naquele dia, mas nada de ruim aconteceu. Depois daquela postagem, daquela ansiedade, tudo o que veio foram frases tão boas que só me empurraram para um novo texto e toda semana o mesmo acontecia, empurrando-me para a auto-confiança no que eu faço. Hoje não tenho medo. Sei que tenho o que melhorar, mas sei que assim mesmo muita gente irá me ajudar, seja nos momentos difíceis, seja nos felizes, vou ler o combustível da minha inspiração, os comentários de amigos velhos e novos e até de desconhecidos que nem imaginam o bem que me fazem, o quanto representa a força das suas palavras para essa insegura aspirante a escritora.
Enfrentar a situação é o melhor jeito de sair dela e o único jeito de sair ganhando. Se você não entra no jogo, perde por W.O.. O monstro da ansiedade só pode ser derrotado passando por ele, no meu caso ele sempre está lá, entre mim e o objetivo e não posso dar meia volta, não costumo dar. Sou insegura, mas terrivelmente teimosa e não aceito perder tão fácil. Uma combinação sofrida, mas que já deu muitos resultados. Mais uma vez enfrentar um monstro, mais uma vez só conseguir dormir tarde da noite após desmaiar enquanto leio um livro... E será mais uma vez que chego onde eu quero? Que comece a luta para sabermos quem ganha...

Nua e Crua.

terça-feira, 15 de março de 2011

Criar um blog na internet não foi uma tarefa tão fácil quanto pensei que seria. As dificuldades vão além dos obstáculos colocados pela falta de conhecimento na área.
Foram algumas horas tentando descobrir como funcionava e mais outras horas pra deixar do jeito que eu queria. Escolher papel de parede, fazer o papel ficar ali, onde foi escolhido, pausas para respirar fundo, entrei numas dez janelas que me levavam ao mesmíssimo lugar e parei de bater no meu teclado assim que percebi que havia perdido a cabeça... respira... meu perfil não ficava do jeito que eu queria e voltei umas três vezes a estaca zero... sentia minha face queimar... não é possível, todo mundo tem blog e nem precisa de diploma! Não conseguia fazer com que meu texto, já prontinho e esperando, ficasse no seu devido espaço, fui obrigada a xingar a porcaria de tecnologia incompreensível e inútil, quando na verdade era eu que precisava de um tapa na cabeça...

Medo medo medo...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Escrever, escrever... Só pensei em escrever e deixar que os outros leiam meus pensamentos e confissões mais íntimos. Decidi ser escritora e descobri que seria terrivelmente feliz com essa decisão. Que idéia brilhante! Palavras impressas e lidas... realmente uma vida glamurosa... Sempre amei escrever pra mim mesma, ou simplesmente para animar minhas amigas, para contar minhas aventuras e idéias malucas... Mas não tinha parado pra pensar o quanto seria difícil realizar essa decisão... Como ser uma escritora? Por onde começar?