Enloucrescendo

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013



Desde sempre - talvez por minha mania com filmes românticos, letras de música melosas e poesias ou simplesmente pela natureza romântica de minha essência – fui inclinada a acreditar em destino. Coincidências e fatos secos nunca tiveram crédito em meu vocabulário, o que pode vir a me dar um título comum de sonhadora. Por algum motivo, sempre acreditei na magia da vida como explicação para tudo o que acontece e no amor, como função maior da existência humana. Que missão poderia ser maior do que aprender a amar e ser amada? Carreira? Não, nunca acreditei na carreira como parte do plano de vida e sim como instrumento para alcançar o que realmente importa. Os céticos que me perdoem, mas, como porta-voz dos sonhadores, tomo a carreira como peça de importância inferior a procura e dedicação ao grande amor. Sim, grande amor, daqueles que parecem até bobos e exagerados aos olhos desses mesmos céticos, mas que converte em um segundo, esses mesmos olhos,  ao mergulhar acidentalmente em outros com tal sentimento.

O Salto

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013



Mergulhada em afazeres e planos, o ano promete ser corrido e cheio de acontecimentos. Por consequência são esperadas algumas realizações também. São sonhos e esperanças de grandes realizações pessoais e profissionais.

Sobre o livro em si, da idéia de escrever um livro sobre o início do relacionamento, que fora bem conturbado, com meu esposo, nasceram velhos pensamentos e acontecimentos que estavam guardados embaixo de todo pó e bagunça do dia-a-dia desses anos que se passaram. A cada cena revivida, uma nova foi puxada: frases, idéias, planos e pequenos gestos, todos trazidos a tona. Desse emaranhado de coisas trazidas ao presente, foi-se esticando um enorme fio de uma história muito maior que a recordada até então. De um ano planejado para ser contado em um livro, eis que estou em duas semanas contadas em mais ou menos trezentas páginas, levando-me a um fim que me surpreendeu! Como é possível isso? Não posso contar ainda, para não estragar a surpresa da história real e íntima que venho contando. Tão íntima que vem me revelando muita coisa. Minha memória tem agido como uma melhor amiga que faz questão de contar e recontar detalhes, fazendo caras e bocas, mostrando de vários ângulos e pontos de vista, pedindo minha compreensão, minha opinião.

Terapia do amor

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012


Photo from: http://www.diariodecasal.com.br/posts/o-tempo-e-o-melhor-amigo-do-amor-e-das-relacoes-em-geral/


Num casamento, uma das coisas mais importante é saber renovar e manter a paixão entre o casal. Com o tempo, nos acostumamos com a presença daquela pessoa que nos tirava o ar e fazia tudo parecer iluminado logo que víamos. Não me entendam mal, ainda espero ansiosa o final do dia de trabalho e meu coração ainda dispara de felicidade ao ver o carro estacionando na frente da casa e se tem algo que fazemos muito bem, é isso: manter a paixão acesa. Mas é algo se deve-se lembrar de cuidar, uma florzinha delicada que precisa da luz, da chama, para despertar todos os dias.

Voltas na calçada.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012



Sonhei com a infância no Brasil. Minha infância de “Sítio do pica-pau amarelo”, no sítio dos meus avós,  lugar onde todos os finais de semanas e férias, eu, meu irmão e meus primos, criávamos aventuras incríveis dentro de um mundo mágico e cheio de poderes sobrenaturais. 


O sítio era o mundo onde existiam portais para outros planetas, monstros, fadas, fantasmas, anjos e o bicho que tínhamos mais medo: O bicharraco. O bicharraco foi inventado pela minha avó, para que entrássemos na casa quando estava para escurecer e ela já havia gritado dez vezes, ouvindo sempre como resposta "mais um pouquinho", "já vai"... Então ela gritava - Olha o bicharraco! - e nós voávamos para dentro, com medo até de olhar pra trás.

Renúncias

quinta-feira, 11 de outubro de 2012


photo from: http://cdn1.patricinhaesperta.com.br/wp-content/uploads/2012/09/Liberdade1.jpg

Não quero uma vida de renúncias, quero uma vida de escolhas!

Não renuncio a nenhuma possibilidade e sempre escolho o que me parece melhor, o que me faz mais feliz, mais inteira, o que me deixa mais possibilidades para chegar as outras opções desejadas também.

A felicidade de um grupo (uma família, uma sociedade), começa sempre pela própria. Só quem é feliz, pode espalhar felicidade. Assim como, só quem sabe, pode espalhar sabedoria. Renúncia é arma para exércitos comandados, para soldados que aprendem a fazer o que mandam, até matar sem pensar. Eu não renuncio à minha opinião, à minha vontade própria.

Sobre os amigos.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012



Amigos vem, amigos vão... 

Não, não é bem assim, eles não se vão! No máximo se afastam por pouco ou muito tempo, mas independente de tempo e espaço, um amigo não vai embora, ele sempre deixa um pedacinho dele com a gente, uma centelha da luz que um dia brilhou muito. Decidir ser amigo de alguém, é decidir fazer parte de sua vida.

Ser pai.

domingo, 12 de agosto de 2012



Pai, para cada um traz um significado, um sentimento, uma lembrança diferente.

Pra mim, vem com muitos significados maravilhosos, sentimentos gratificantes e lembranças únicas, com os exemplos lindos do pai que foi meu avô, dos pais que, para mim, sempre foram meus tios, do meu paizão - que arranjava tempo para brincar conosco, soltar pipa, fazer piada, ler estórias imitando a vóz dos personagens, que deu exemplos de honestidade e de que, sim, é possível vencer na vida por caminhos éticos e que sempre se derreteu com meus abraços e beijos, não conseguindo, assim, dizer não, nem quando não estava morrendo de vontade de me levar e buscar da discoteca as quatro da madrugada - e do pai que meu marido se tornou.