Ser pai.

domingo, 12 de agosto de 2012



Pai, para cada um traz um significado, um sentimento, uma lembrança diferente.

Pra mim, vem com muitos significados maravilhosos, sentimentos gratificantes e lembranças únicas, com os exemplos lindos do pai que foi meu avô, dos pais que, para mim, sempre foram meus tios, do meu paizão - que arranjava tempo para brincar conosco, soltar pipa, fazer piada, ler estórias imitando a vóz dos personagens, que deu exemplos de honestidade e de que, sim, é possível vencer na vida por caminhos éticos e que sempre se derreteu com meus abraços e beijos, não conseguindo, assim, dizer não, nem quando não estava morrendo de vontade de me levar e buscar da discoteca as quatro da madrugada - e do pai que meu marido se tornou.

Para chuva! É uma ordem!

sábado, 28 de julho de 2012



Calor abafado, sorvete, núvens cinzas no céu...

-Chegamos em casa bem em tempo... – comento e depois penso melhor... Tempo do que? De não se refrescar com a chuva de verão? Como eu gostava de tomar banho de chuva quando criança, nesses dias quentes quando minha mãe olhava pra gente e dizia: Vai, pode ir...

Logo grandes pingos começam a cair, primeiro lentos e volumosos, depois vai aumentando a quantidade até parecer um grande chuveiro, com cheiro de grama fresca, terra molhada e gosto de infância. Sugiro aos meus filhos que corram pra fora e tomem um banho bem gostoso na chuva breve e intensa, quente e cheirosa.

Acorda Hungria!

terça-feira, 24 de julho de 2012




E enquanto o barco segue em frente no Danúbio, os húngaros seguem olhando para trás...

Amo a Hungria e adoro os húngaros, antes de mais nada, para deixar bem claro, mas as vezes eles  são criaturas bem estranhas e me deixam louca... Esse texto é apenas um desabafo e eu o fiz justamente porque sinto-me parte da Hungria, já tenho essa terra em tanta estima que começo a me revoltar e ficar indignada com certas atitudes.

O pequeno livro da essência

sábado, 14 de julho de 2012



Letras, palavras, frases, um código desconhecido e intrigante, remetendo a outros tempos, outros lugares, aventuras, sonhos, fantasias...

Vejo meu filho pra lá e pra cá, dia após dia, com um livrinho ou outro na mão. Ele senta-se na poltrona ao lado da estante de livros, pega um dos novos gibis do Tintin (papai comprou todos que viu pela frente, já que os meninos gostaram tanto) e começa a brincar de ler. Aos quase quatro anos de idade eu reconheço nele a vontade de ler que eu tinha, o interesse pelos códigos misteriosos que revelam incríveis estórias, segredos guardados somente para quem os sabe ler.

Carta aos meus dedos.

sexta-feira, 6 de julho de 2012



Raso, sem emoção, vazio...

Onde foi parar minha inspiração? Meu jeitinho de escrever emocionando?

Hoje deveria publicar um texto, toda sexta logo de manhã sai um novo texto, mas recuso-me a publicar outro sem emoção, sem cooperação especial de meus dedos falantes...

Textos ditados pela cabeça... são bobos, não dizem nada, um bla bla bla que desanima de ler. Onde foram parar as palavras que me faltam?

Aos ilustradores, com carinho.

quinta-feira, 28 de junho de 2012


Essa semana foi meu aniversário. Não estou falando só para ganhar mais parabéns - embora, mesmo atrasado, seja sempre algo muito gostoso – e sim porque fez-me refletir sobre muita coisa.

Sobre envelhecer:

Tenho bem claro pra mim o que meu avô sempre dizia “Só não envelhece quem morre moço”. Ele tinha orgulho de cada ano seu e eu penso como ele, são trinta e quatro anos bem vividos, sonhados e com muitas realizações. Não tenho vergonha em dizer e não escondo nenhum dia. Cada ano um troféu, um capítulo no livro da vida. E que esse livro seja bem grosso...

Alguns momentos.

sexta-feira, 22 de junho de 2012



Fim de junho, 23 e 26... Quanto a gente esperava essa data quando crianças, não é?

Ter as datas tão próximas e compartilhar a festa, nos deu a oportunidade de aprender e planejar juntos. Nós planejávamos tudo, lembra?

Ficávamos o ano inteiro pensando em que tema seria a nossa festa de aniversário e depois comunicávamos à mãe, que preparava todos os enfeites sozinha e ainda fazia bolo com cara de pato Donald e Margarida, ou qualquer outra coisa que pedíssemos... Não tínhamos idéia de quanto trabalho dava, e o quanto era especial o que ela fazia por nós, pra gente era natural tudo enfeitado no aniversário.